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Sindserv rebate declaração de controlador sobre reajuste

Após pedido de reajuste salarial de 10%, Controlador-Geral de Ponta Grossa avaliou o aumento como ‘inconsequente’. Sindicato dos Servidores emitiu comunicado oficial.

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Rodrigo de Souza

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Após pedido de reajuste salarial de 10%, controlador-geral de Ponta Grossa avaliou o aumento como ‘inconsequente’. Sindicato dos Servidores emitiu comunicado oficial.

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SindServ) de Ponta Grossa respondeu ao comentário feito pelo controlador-geral do município, Lauro Costa, sobre o pedido de reajuste salarial de 10%. Costa afirmou, em entrevista, que o valor ‘beira uma inconsequência administrativa’, por conta do momento financeiro vivido atualmente pelo Poder Executivo.

Em comunicado nas redes sociais, o SindServ se mostrou surpreendido e considerou “lamentável” a declaração do controlador-geral. “Os servidores que compareceram na assembleia da Data Base chegaram a este índice pela inflação acumulada dos últimos 12 meses, que deve ficar entre 4% a 5% e a luta constante por aumento real, o que é natural em qualquer grupo de trabalhadores”, afirma a nota. A publicação ainda afirma que a proposta de reajuste é o “mínimo que trabalhadores ‘responsáveis e conscientes’ podem apresentar”.

“Vale lembrar ainda que esta é a primeira proposta que dá início ao processo de negociação. Surpreende a declaração do Controlador, pois em anos anteriores em nenhum momento houve a manifestação de representante do Governo rejeitando de forma antecipada a proposta dos servidores”, publicou o perfil oficial do SindServ no Facebook.

Por fim, os representantes dos servidores ainda disseram que, “se há algum ato que pode ser considerado como inconsequente”, é o atraso de contas de luz da Prefeitura de Ponta Grossa junto à Companhia de Energia Elétrica do Paraná (Copel) – recentemente o Poder Executivo encaminhou um projeto de lei à Câmara pedindo o parcelamento em 60 meses da dívida de R$ 6,3 milhões com a empresa, gerando mais de R$ 2 milhões em juros, taxas e correções. O sindicato ainda ponderou outros atos da Prefeitura, como a falta de telefone em unidades de saúde.

Entenda o caso

Em assembleia recente, o SindServ definiu solicitar ao Poder Executivo municipal o reajuste de 10% no salário dos servidores. O documento foi entregue à Prefeitura, que deve iniciar as negociações salariais com os representantes da categoria nos próximos dias – uma audiência pública deve ser agendada para as discussões.

Em entrevista ao site Blog do Doc, controlador-geral do município, Lauro Costa, disse que, em um momento de crise financeira e baixa na arrecadação da Prefeitura, seria uma irresponsabilidade conceder um reajuste de 10%, considerado alto e que chega a beirar uma ‘inconsequência administrativa’.

“No encerramento do exercício de 2016 o Município chegou ao limite máximo de despesas com pessoal estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de 54% do Orçamento. Qualquer aumento de despesa neste momento seria um ato de irresponsabilidade, que traria sérios prejuízos ao Município em relação a questões orçamentárias e financeiras, beirando uma inconsequência administrativa”, disse o controlador-geral.

Ponta Grossa conta atualmente com mais de 8 mil servidores. O prefeito Marcelo Rangel (PPS) ainda não se manifestou sobre o pedido de reajuste.

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