Colaboradora aplica técnica para deficientes visuais
Taís Ferreira utiliza método experimentar para auxiliar alunos com deficiência visual do curso de Jornalismo da Instituição

Taís Ferreira utiliza método experimentar para auxiliar alunos com deficiência visual do curso de Jornalismo da Instituição
A jornalista e técnica educacional, Taís Ferreira está utilizando um método experimental para o auxílio de alunos com deficiência visual. Isso porque os programas existentes no mercado para diagramação de conteúdos jornalísticos não costumam ser acessíveis. Com a matrícula do aluno Gabriel Fonseca no curso de Jornalismo da Secal, professores e técnicos precisaram rever seus conhecimentos, oferecer e adaptar técnicas de ensino diferenciadas.
Taís é formada em Jornalismo na Secal e para facilitar o aprendizado do futuro jornalista, que nasceu sem a visão, utilizou materiais como cola, E.V.A, fitas, fios e grãos de sagu para que Gabriel pudesse sentir nas mãos como são constituídas as partes de um jornal. Ela padronizou as peças que compõem a estrutura de um periódico.
Onde há fotos são dispostas molduras em E.V.A; onde há textos, são usados barbantes e cola de alto relevo e onde há propagandas, marcações em E.V.A dispostas em forma de “X”. Todos os blocos são removíveis e podem ser manipulados facilmente dentro do espaço de uma página de jornal (que foi delimitada com palitos de picolé), em um trabalho que lembra os tipos móveis no começo do Jornalismo.
Assim, ainda que os programas de computadores para diagramação não sejam acessíveis, Gabriel está sendo capacitado para comandar equipes que trabalhem com montagem de capas e páginas de materiais impressos. “No começo eu encontrava um pouco de dificuldades por saber que os programas de diagramação para o computador não são acessíveis para pessoas com deficiência. Então, a Taís começou a ajudar bastante inserindo o alto relevo nos jornais e isso facilitou meu entendimento em design. Eu gostei muito e vai ser importante também para os deficientes visuais que vierem a fazer design gráfico no futuro”, aponta Gabriel.
Um trabalho conjunto
Antes do jornal com mobilidade, a professora Maria Fernanda Cordeiro, que deu aula de Fotografia para Gabriel, em conjunto com a própria Taís, já utilizava metodologia semelhante para poder dar a noção de importância da foto em materiais impressos.
Porém, para que o jornal ganhasse corpo, Taís visitou a Associação dos Pais e Amigos dos Deficientes Visuais (APADEV) e viu uma impressora que faz impressões em alto relevo. “Eu pensei em imprimir umas coisas assim e colar no papelão para ele sentir. Observei também o trabalho dos acadêmicos de Pedagogia aqui da Secal e baseada naquilo que vi, eu fui criando”, conta. Ela auxilia a professora Ligiane Malfatti.
Outras disciplinas
O trabalho dos professores de Jornalismo também foi adaptado nas disciplinas de fotografia e de TV, com uma tutora para descrever os vídeos para Gabriel quando não há áudio-descrição. Nas demais disciplinas o aluno utiliza um leitor de conteúdo, já que as plataformas da Secal no web-aluno e os arquivos nos formatos “pdf” e “doc” (nas várias extensões) são facilmente codificados pelos programas que o discente utiliza.
Da parte de Taís, o trabalho a agrada. “Fico muito feliz em poder ajudar o Gabriel. Sinto-me muito grata em poder trabalhar com ele, pois eu não apenas ensino, eu aprendo junto. Fazer isso aqui foi muito prazeroso. Foi muito legal”, afirma a técnica.
As informações são da assessoria de imprensa.





















