Três meses após acidente, família segue desabrigada
Há exatos 97 dias, a casa de Marlene Mendes Sampaio está destruída - a residência foi invadida por uma van e por um ônibus da Viação Campos Gerais (VCG) que se envolveram em um acidente. Desde o dia 4 de março de 2014, Marlene, que está grávida de seis meses, o marido e um filho de quatro anos estão morando de favor na casa de parentes.
"É um descaso. Eu me sinto desrespeitada", desabafou Marlene. Desde o dia do acidente, Marlene e a família tiveram que se mudar, já que boa parte da casa ficou destruída depois da colisão. Segundo informações de testemunhas e da própria Polícia Militar, o condutor da van teria cruzado a preferencial e foi atingido, em cheio, por um ônibus da VCG que fazia a linha Santa Maria.
A colisão aconteceu na terça-feira de Carnaval (04/03) e deixou três vítimas: Marlene teve ferimentos na perna e ficou afastada do trabalhado durante quinze dias, o filho de Marlene sofreu ferimentos leves e a cobradora que estava no ônibus também teve que receber atendimento médico. "Nós nascemos de novo. O ônibus parou a dois palmos da minha cama e o a alguns centímetros do berço do meu filho", contou Marlene.
Fato mudou a rotina da família
Desde o dia do acidente, a família de Marlene mora na casa de parentes - o local fica a menos de duas quadras da casa atingida na colisão. "Meu filho tinha um quarto só de brinquedos, tinha um quintal pra brincar e agora nós não temos mais nada disso. Só temos a incerteza", criticou Marlene.
Casa foi saqueada
Além do prejuízo financeiro e do transtorno material, Marlene também teve que conviver com o desgosto de ver a casa sendo saqueada. "O pouco que sobrou dos nossos pertences e que não conseguimos levar conosco foram roubados. Isso nos deixa ainda mais tristes", desabafou Marlene. A família tinha terminado de pagar a casa em dezembro de 2013 e já fazia planos para construir e ampliar o imóvel.
Batalha jurídica
Logo depois do acidente, o motorista da van fugiu do local e abandonou o veículo. Agora Marlene trava uma batalha jurídica contra o(s) responsável(is) dos acidente - nem a Costa Tur, nem a VCG assumiram a culpa e os prejuízos causados pela colisão. Os representantes da Costa Tur foram procurados mas não atenderam os telefonemas da reportagem.
Através da assessoria de imprensa, a VCG informou que "buscará na justiça o ressarcimento dos seus prejuízos e sugere que a família também o faça contra quem de fato provocou o acidente" e também declarou ser tão vítima na situação como a família de Marlene. A primeira audiência do processo (e da batalha jurídica) está agendada para agosto, o mesmo mês previsto para o nascimento do filho de Marlene.





















