Subsídio à VCG divide opiniões da população de PG
O acordo que colocou fim a greve do transporte coletivo e propôs um repasse de R$ 2,4 milhões à Viação Campos Gerais (VCG) divide a opinião de populares que foram até Câmara de Vereadores de Ponta Grossa. A Casa de Leis tem uma sessão tumultuada na tarde de hoje (09/06) e a plenária está cheia de manifestantes contrários e favoráveis ao repasse.
Desde o começo da sessão, às 14h, todos os pronunciamentos giram em torno do acordo feito entre a VCG, o Sintropas-PG e o Poder Executivo da cidade. A decisão foi tomada em uma reunião na semana passa no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que contou com a participação do presidente da Casa, Aliel Machado (PCdoB).
Aliel propôs que o Executivo subsidiasse a manutenção dos terminais da cidade e ofereceu uma 'sobra' no orçamento da Câmara para esse fim - a medida provocou um confronto entre os vereadores e até o prefeito Marcelo Rangel (PPS) se manifestou sobre o caso.
Manifestantes lotam plenária
O pronunciamento da maioria dos vereadores foi, por várias vezes, interrompido por populares favoráveis e contrários ao repasse à VCG. Para o representante estudantil Reinald Mendes, presidente da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Ponta Grossa (UMESP), a atitude de Aliel foi "essencial" para o fim da greve. "Caso o repasse não fosse feito, a vida dos estudantes e de toda a cidade ainda estaria prejudicada com a paralisação dos trabalhadores e com a falta de acordo", disse Mendes.
Já para outros manifestantes o dinheiro deveria ser aplicado em outras áreas. Para Rosa Ferreira o repasse a empresa é um desrespeito a população da cidade. "Enquanto a gente subsidia a empresa, os moradores de Ponta Grossa estão precisando de saúde nos bairros", sugeriu Rosa.
Outro manifestante estudantil que presenciou a sessão foi o presidente do Diretório Central de Estudantes da UTFPR-PG, Christpher Ribeiro Gomes, o posicionamento de alguns vereadores é "hipócrita" e desconexo. "Alguns parlamentares se dizem contra ao subsídio mas não fizeram nada por um acordo entre a VCG e os trabalhadores. A maioria dos vereadores anda de carro, é bom lembrar", ressaltou Ribeiro.
Quem também defende a aplicação dos recursos na área da saúde é Joel Maia, morador do bairro Chapada. Joel tem uma deficiência na visão e diz que o próprio bairro tem várias deficiências no setor. "O ponta-grossense tem que acordar cedo pra conseguir uma consulta médica. O problema do transporte teria que ter sido resolvido entre os patrões e empregados", opinou Maia.





















