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Sucateamento de caminhões expõe falta de recursos

Corporação precisou emprestar veículo de Irati

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Daniel Petroski

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O assunto veio à tona na última sessão ocorrida na Câmara de Vereadores de Ponta Grossa. O vereador Guiarone de Paula Júnior usou a tribuna para classificar como lamentável e precária a situação do 2º Grupamento do Corpo de Bombeiros. “Digo com pesar que uma viatura precisou ser emprestada de Irati”, explanou o parlamentar.

Procurado pela equipe de reportagem do Jornal da Manhã, o capitão Marcelo Godoy Silva confirmou a situação. “Temos um caminhão de combate a incêndio emprestado há uma semana do município vizinho e outros dois em operação. Quatro estão parados por problemas mecânicos”, revelou. Entre esses está uma carreta de apoio que deveria ser empregada no combate a incêndios de médio e grande porte. “É um veículo com capacidade para 20 mil litros de água”, completou. Para o oficial, pelo menos outros dois caminhões seriam necessários para atender a demanda sem contratempos.

Questionado sobre o que levou o 2º GB a enfrentar essa realidade, Silva se justificou baseando-se em duas variantes. “A primeira delas é o fato do baixo número de empresas especializadas para realizar a manutenção efetiva desses caminhões em Ponta Grossa. A segunda é a falta de recursos para uma renovação constante da frota”, justificou. A carreta citada anteriormente pertence à corporação desde 1994. “O Estado, apenas, não consegue arcar com todas as despesas. Por isso, necessitaríamos de outras formas de renda, como o Fundo de Reequipamento  do Corpo de Bombeiros (Funrebom)”, sugeriu o capitão.

Essa taxa, classificada como de combate a incêndio, já foi cobrada em Ponta Grossa. Todavia, com a extinção da Lei que regulamentava essa prática em 2009, o Corpo de Bombeiros ficou apenas com a arrecadação da Taxa de Vistoria, por parte do Governo do Estado. A Taxa de Incêndio, que era cobrada desde 1972, foi excluída do IPTU na administração do ex-prefeito Pedro Wosgrau Filho.

Vereador cobrou retorno do Fundo

Ainda sobre sua fala no plenário, o vereador Guiarone de Paula Júnior pediu o apoio dos demais parlamentares e também do prefeito Marcelo Rangel para que o Funrebom seja retomado em Ponta Grossa. “O prefeito já acenou para uma implantação gradativa, a começar pela cobrança durante a emissão de alvarás. Eu acho muito pouco e sugiro que ele também seja cobrado no IPTU. É mais uma taxa que será cobrada da população? Sim. Mas é uma questão necessária que vai beneficiar diretamente a população”, ponderou.

Conscientização

Na medida do possível, o capitão Marcelo Godoy Silva informou que a corporação busca conscientizar a população de maneira geral da importância da taxa. “Já fomos até a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg), e participamos de reuniões com entidades organizadas da sociedade. Procuramos nos colocar na condição de usuários para tentar mostrar que o nosso padrão de atendimento poderia ser ainda melhor se houvesse mais investimentos”, finalizou. 

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