Gleisi e Requião visitam PG para discutir reformas
Senadores estarão nesse sábado (11), em Ponta Grossa, para debater as reformas da Previdência e trabalhista

Senadores estarão nesse sábado (11), em Ponta Grossa, para debater as reformas da Previdência e trabalhista
As reformas previdenciária e trabalhista serão discutidas em uma reunião na Câmara de Vereadores de Ponta Grossa, neste sábado, 11 de março, a partir das 9 horas da manhã. Estão confirmadas as presenças dos senadores Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB). A polêmica envolvendo as reformas propostas pelo Governo Federal e que estão em discussão no Congresso Nacional tem mobilizado sindicatos, entidades da sociedade civil organizada e políticos de quase todos os partidos.
Para Gleisi, a seguridade social é uma das maiores conquistas que os brasileiros tiveram com a Constituição de 1988 e agora está ameaçada. Segundo a senadora, as mulheres serão mais penalizadas com a reforma, pois geralmente recebem remuneração menor que a do homem para desempenhar a mesma função e, muitas vezes, não conseguem ter tempo de carteira assinada. Além disso, fazem dupla ou tripla jornada, com os trabalhos domésticos e o cuidado dos filhos.
“Querer igualar em 65 anos a idade de homens e mulheres se aposentarem, com 25 anos de contribuição, é uma violência. Não escapam nem as trabalhadoras rurais, que submetidas desde cedo à dureza da lida com a terra, não vão se aposentar mais aos 55 anos. Precisarão trabalhar pelo menos 10 anos a mais, o que resultará em uma perda de 130 salários. As donas de casa que tinham uma aposentadoria diferente também serão atingidas, assim como as professoras, que perderão a aposentadoria especial”, diz Gleisi.
O senador Requião chama a atenção para o financiamento da Previdência Social. “O déficit da Previdência é uma fraude. Trata-se de um pretexto mentiroso para reduzir ainda mais os já precários direitos dos trabalhadores. Por trás da reforma da Previdência está o mercado financeiro, estão os bancos, de olho gordo em um setor que pode render uma fortuna sem fim. A privatização da Previdência, expulsando delas os trabalhadores rurais e os setores mais pobres da população, é o objeto de desejo de dez de cada dez bancos”, disse.
Requião salienta que a reforma trabalhista segue a mesma toada. “Reduzir salários, aumentar a jornada, cravar a faca no pescoço dos trabalhadores, com a instituição do negociado sobre o legislado, cancelar férias e o descanso remunerado, inibir a sindicalização, tornar o 13° optativo e assim por diante. Enfim, fazer tabula rasa todas as conquistas e avanços que tivemos dos anos 30 para cá”.
A reunião é aberta ao público.
As informações são da assessoria de imprensa.





















