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PG inicia ano com saldo negativo na geração de emprego

Resultado foi o pior entre as 60 cidades do Paraná com mais de 30 mil habitantes

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Fernando Rogala

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O município de Ponta Grossa começou o ano com um saldo negativo na geração de emprego. Números do Ministério do Trabalho, através do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que, em janeiro, foram perdidas 273 vagas de trabalho, fruto das 2.381 admissões e 2.654 demissões registradas no primeiro mês do ano. Somente a agropecuária e o comércio fecharam, juntos, 380 vagas. O resultado foi o pior entre as 60 cidades do Paraná que possuem mais de 30 mil habitantes.

Diante dessa retração de 232 vagas na agropecuária e outras 148 no comércio, contribuíram para amenizar a queda o setor de serviços, que gerou 48 novas vagas, a indústria, com 47 novas, e a construção civil, com 22 postos de trabalho gerados. No Paraná, Londrina teve o segundo pior resultado entre as principais cidades, onde foram fechadas 145 vagas. Por outro lado, o melhor desempenho foi de Maringá, onde o número de pessoas contratadas foi 652 superior ao de pessoas demitidas.

João Vendelin Kieltyka, presidente do Sindicato dos Comerciários de Ponta Grossa, relata que é comum haver demissões em fevereiro e março no comércio, até em função dos contratos temporários. Porém, ter ocorrido uma mudança e as empresas antecipado essas demissões.  “É possível que sejam do período natalino já, que muitos empresários demitem. Muitos dos que estão entrando no mercado de trabalho agora em janeiro e fevereiro são aqueles que eventualmente vem substituir um trabalhador mais antigo. Alguns empresários contratam no final de janeiro e, por questões particulares, deixou para registrar em fevereiro”, diz.

O Presidente do Sindicato Rural de Ponta Grossa, Gustavo Ribas Netto, acredita que seja uma preparação para a safra, já que é em Fevereiro que começa a colheita de soja e milho, quando há as contratações. “Temos dificuldades que podem impactar nas reduções e na não geração de empregos, como a burocracia, principalmente nas liberações ambientais, que pode levar anos, no caso da Suinocultura, por exemplo”, explica.

Para o Secretário de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, Paulo Carbonar, não há motivos para desespero. Ele explica que é comum, em Ponta Grossa, haver esse saldo negativo em janeiro, mas que, com as contratações para a colheita da safra, e das indústrias para março, os números irão subir. “Conseguimos recuperar 75% dos empregos perdidos em 2016; tivemos o melhor desempenho das grandes cidades. Como as outras cidades tiveram desempenho inferior, é normal que elas cresçam mais. E temos muitos projetos, como do Mercadão, implantação de indústria, então haverá a recuperação durante o ano”, garante.

Saldo fica negativo no país

No Brasil, pelo 22º mês seguido, mais pessoas foram demitidas do que contratadas com carteira assinada. Segundo os números do Caged, o país fechou 40.864 postos formais de trabalho em janeiro. O número leva em conta a diferença entre admissões e demissões. No Paraná, no entanto, essa tendência foi diferente: houve mais contratados do que demitidos. O saldo no estado foi 4.973 positivo. 

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