Antônio César Bochenek toma posse na presidência da Ajufe

“A brevidade dos mandatos é saudável para as coletividades politicamente organizadas. Novas pessoas, ideias, opiniões, sentimentos, frescor do contato eleitoral arejando as mentes. Energias recarrecagadas na reciclagem da democracia”. Foram essas as palavras utilizadas pelo novo presidente da Ajufe, Antônio César Bochenek, ao iniciar seu discurso na solenidade de posse da nova diretoria da Ajufe, realizada nesta quarta-feira (4), no Clube Naval, em Brasília.
A solenidade reuniu autoridades dos três poderes da União, entre eles o vice-presidente do STF, Ricardo Lewandowski; o vice-presidente do STJ, Gilson Dipp; o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams; e a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).
O novo presidente da Ajufe destacou que, “fruto da composição de linhas de atuação e pensamento, a nova diretoria tem experiência e noviciado, prudência e arrojo em dialética que produzirá sínteses de alta qualidade”.
Bochenek ressaltou ainda o protagonismo e o pioneirismo da Ajufe em sua atuação legislativa, bem como a efetiva participação dos associados nas decisões da entidade. “A reputação ilibada e combativa da Ajufe foi modelada pelo denodo de cada um que, nos últimos 40 anos, entregou tempo e energia para edificar a cultura associativa. Ao longo do mandato, a diretoria atuará para todos e com todos, independentemente do posicionamento adotado durante a eleição”.
Nesse sentido, reforçou a atuação institucional da Ajufe, no âmbito do Congresso Nacional, na proposição de projetos de lei que visam à valorização da magistratura. “Para que a Justiça Federal esteja a altura dos brasileiros é preciso que seus membros tenham boas condições de trabalho, remuneração correlata aos deveres e atribuições do cargo de magistrado federal. Ainda lutaremos muito pela aprovação do projeto que trata da remuneração pelo acúmulo de funções administrativas e judiciais resgatará um direito dos magistrados, ou seja, a todo trabalho corresponde contraprestação”.
Para além da pauta remuneratória, o novo presidente da Ajufe lembrou que a instituição sempre trabalhou pelo aprimoramento institucional da Justiça Federal e do Poder Judiciário. “Não será diferente agora e os principais desafios serão a reestruturação do primeiro e segundo graus, LOMAN, a LOJF, bem como a melhoria das condições de trabalho dos juízes federais”.
De acordo com Bochenek, a atuação institucional será marcada pela articulação e interlocução qualificada com os representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário. “A participação e a mobilização da classe será para a defesa altaneira dos direitos, garantias e prerrogativas da magistratura federal, sem olvidar do envolvimento em projetos institucionais e sociais. Internamente, a democratização do Judiciário é anseio da carreira e trilha para a valorização da magistratura”.





















