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Pós-greve pode ter redução na passagem em PG

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Um subsídio público, na faixa de R$ 2,4 milhões, foi fundamental para ajudar a convencer grevistas e Viação Campos Gerais à chegarem a um acordo que pôs fim em uma das maiores greves da história da cidade de Ponta Grossa. A proposta do subsídio foi elaborada em acordo entre Câmara dos Vereadores e Prefeitura Municipal, durante a audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em Curitiba. Esse dinheiro público vai ser usado para arcar com os gastos de manutenção nos terminais de ônibus da cidade. Até então, a VCG era a responsável. Com a economia, poderá até baixar a tarifa, atualmente de R$ 2,60 (avulsa), e R$ 2,50 (no cartão).

Porém esta questão não foi aceita de pronto pela VCG. A princípio, durante a tarde, o a Desembargadora Ana Carolina Zaina, que mediou toda a negociação para o fim da greve, propôs em juízo, que houvesse uma redução de 35% do valor da tarifa "para ressarcir os ponta-grossenses lesados pela greve". Mas a VCG tratou de rechaçar esta proposta em um primeiro momento.

Com o subsídio definido, sindicato pressionou para que o redução da passagem fosse de 50%. Mas por enquanto, de concreto mesmo está o reajuste de 9% no salário, outros 9% no ticket de alimentação para os trabalhadores. Após regulamentado o subsídio, sobe para 10 % o reajuste no salário e para 50% o reajuste na alimentação.

Prefeitura assumirá os terminais    

Ficou definido que o dinheiro do subsídio virá através da antecipação da devolução ao município da rubrica "custos economizados", por parte da Câmara. A Prefeitura exigiu ainda que este acordo seja consolidado através de lei municipal, que deverá entrar em vigor no mês que vêm.

Essa lei municipal deverá ser votada até o quinto dia útil de julho.  Esse dinheiro vai ser destinado aos terminais de ônibus da cidade. Antes da greve cabia a concessionaria estes gastos.

Ao assumir os terminais de transporte coletivo, a Prefeitura de Ponta Grossa quer transformá-los em pólos de serviço, ressalvou nesta madrugada o prefeito Marcelo Rangel. A informação foi divulgada em nota no site da Prefeitura. De acordo com Marcelo, os terminais poderão ser utilizados como “importantes ferramentas inclusive para uma melhor comunicação da administração com os usuários do transporte coletivo e, assim, com toda a coletividade”.

O prefeito explica ainda que ao propor que o município assuma os terminais, ele levou em conta o potencial econômico desses postos de passagem obrigatória: “dezenas de milhares de pessoas passam, todos os dias, pelos nossos terminais. Acredito que podemos ter, nesses pontos de passagem, uma gestão inteligente e produtiva, inclusive de modo a suprir todos os gastos com a sua manutenção. Com a vantagem adicional de não onerar o usuário do sistema integrado de transporte”.

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