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Audiência sobre greve entra na madrugada sem definição

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Gabriel Sartini

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Após nove horas de audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a Viação Campos Gerais (VCG) e o Sindicato dos Motoristas e Trocadores de Ponta Grossa (Sintropas) não chegaram a um consenso sobre o fim da paralisação. A maior greve da história do transporte coletivo completou 18 dias.

A audiência de conciliação teve início às 14h30 de ontem e até às 23h30 ainda não havia acordo entre as partes. Durante a tarde, várias propostas foram feitas tanto pela Justiça do trabalho, como pela Prefeitura, Câmara Municipal, VCG e Sintropas.

A desembargadora Ana Carolina Zaina havia proposto uma redução de 35% na tarifa e o retorno imediato de 100% da frota nas ruas até que o dissídio fosse julgado. No entanto, tanto o Sintropas quanto a VCG rejeitaram a sugestão. O sindicato pediu redução de 50% no preço das passagens como condição para acatar a proposta do TRT.

Em busca de uma alternativa para a conciliação, a Prefeitura e a Câmara de Ponta Grossa se dispuseram a bancar os custos pela manutenção dos terminais, hoje sob responsabilidade da concessionária. O presidente do Legislativo, Aliel Machado (PCdoB), disse que repassaria R$ 2,4 milhões para o Governo Municipal custear o serviço e possibilitar uma proposta salarial maior por parte da viação.

Após a sinalização do subsídio, a viação elaborou uma nova alternativa ao reajuste salarial dos seus colaboradores. De acordo com a contraproposta da VCG, caso houvesse um subsídio da Prefeitura, seria repassado um aumento de 9% na remuneração dos motoristas e cobradores, além do reajuste de 50% no vale alimentação. No entanto, enquanto não houvesse o repasse do governo, o aumento no vale seria de 9%. A empresa aceitou, ainda, pagar um abono de R$ 250,00 nos salários.

O Sintropas aceitou o reajuste de 50% no vale e o abono, mas se manteve intransigente quanto o percentual de aumento na remuneração e continuou com o pedido de 10% nos salários.

Com um possível acordo entre as partes, determinou que até o dia 5 de julho a lei que garante o subsídio à viação para a manutenção dos terminais esteja aprovado pela Câmara e sancionado pelo prefeito Marcelo Rangel (PPS).

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