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UEPG contabiliza prejuízos após temporal

Instituição registrou entupimento de calhas e alagamentos que causaram a perda de materiais e equipamentos nos dois campi. Chuvas atingiram o município na quinta-feira (23).

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Instituição registrou entupimento de calhas e alagamentos que causaram a perda de materiais e equipamentos nos dois campi. Chuvas atingiram o município na quinta-feira (23).

As fortes chuvas registradas na tarde de quinta-feira (23) trouxeram prejuízo significativo à Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Nos campi Central e de Uvaranas e em prédios localizados em outros pontos da cidade foram registradas ocorrências de entupimento de calhas e alagamentos que provocaram danos às instalações e perda de materiais e equipamentos. Raios e o desgalhamento e queda de árvores danificaram as redes elétrica e de informática, com interrupção do sistema de telefonia e de internet em vários pontos do Campus de Uvaranas.

“Ainda não temos uma dimensão dos prejuízos”, diz o diretor de Conservação, Segurança e Apoio da Prefeitura do Campus (Precam), Josué Linhares de Lara, na manhã desta sexta-feira (24), observando que o número de equipamentos avariados ou perdidos seria verificado após o restabelecimento da energia elétrica. “Parte da ala sul do campus foi afetada e está sem energia elétrica nesta manhã”, disse, citando órgãos como a Imprensa Universitária, Precam, Bloco L, Oficinas, Marcenaria e a Divisão de Material e Patrimônio (Dimapa), entre outros prédios.

A diretora administrativa da Precam, Telma Regina Fonseca, cita também ocorrências de alagamentos no Campus Central, no segundo piso do Bloco A, onde ainda se registrou a queda de uma divisória; no Centro de Recursos Audiovisuais (CRAV); no Restaurante Universitário; na Seção de Limpeza e de Materiais; e ainda no prédio onde atualmente se localiza o Museu Campos Gerais. “Nesses locais tivermos problemas de calhas entupidas por folhas, agravados pela queda de granizo e grande volume de água”, frisa, destacando que no RU se registrou perda de alguns equipamentos.

Conforme os técnicos da Precam, apesar do número limitado de servidores na Seção de Manutenção e do feriado prolongado de carnaval, todas as providências serão tomadas para que tudo esteja em ordem para a volta às aulas na próxima quinta-feira (2). “Precisamos primeiro restabelecer a rede elétrica, para depois verificarmos a situação de cada órgão”, reforça Telma Fonseca. Ela ressalta que esse trabalho vai depender, é claro, das condições do tempo, pois há previsão de mais chuva para esse feriado. “Teremos pessoal de plantão e de sobreaviso para qualquer eventualidade”.

O diretor do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI), Dierone Foltran Júnior, calcula que os prejuízos do setor podem passar de R$ 100 mil. Nesta sexta-feira, ele também aguardava o retorno da energia elétrica, para testar equipamentos. “De antemão, já sabemos da perda de aparelhos de telefonia, switches e computadores, mas ainda sem números precisos”. Um dos setores mais afetados foi a Imprensa Universitária (gráfica), com a queima de servidores de impressoras de grande porte utilizadas na impressão de livros e apostilas, principalmente para alunos dos cursos a distância. Neste caso, o prejuízo maior é dos alunos que não terão esse material em mãos, pois tais equipamentos são cedidos à UEPG em regime de comodato.

Dierone Foltran prevê que até a próxima sexta-feira (3) os serviços de telefonia e de internet já estejam restabelecidos, salvo a ocorrência de novos temporais, com descargas elétricas, no feriado prolongado de carnaval. “Já estávamos trabalhando na recuperação de equipamentos avariados no temporal registrado na última sexta-feira, dia 17”, diz, observando que o serviço de rede sem fio (wireless) é um dos mais prejudicados. “No retorno às aulas, esperamos a compreensão da comunidade universitária, no caso de eventuais dificuldades de acesso à internet”, completa.

O reitor Carlos Luciano Sant’Ana Vargas afirma que as chuvas, em volume acima da média, com ventos e raios, são a maior preocupação deste início de ano na UEPG. Primeiro impedindo a poda regular das grandes de áreas de grama no Campus em Uvaranas; e agora, causando prejuízos de grande monta, ainda não calculados, com danos às instalações e perda de equipamentos de alto valor, inclusive. “São problemas causados por fenômenos naturais que vão além das nossas possibilidades de ação e afetam não apenas a UEPG, mas toda a cidade e outras regiões do estado e do país”, diz.

Informações da Assessoria de Imprensa.

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