Alteração da Escarpa irá impulsionar economia
Mudança nos limites atuais da Área de Proteção Ambiental, com manutenção da proteção das matas nativas, está em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná.

Mudança nos limites atuais da Área de Proteção Ambiental, com manutenção da proteção das matas nativas, está em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná.
A economia de 12 municípios do Paraná pode ganhar um impulso significativo nos próximos meses. O Projeto de Lei número 527/2016, em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná, propõe a alteração dos limites da área de Proteção Ambiental (APA) da Escarpa Devoniana, localizada na região dos Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Caso a alteração seja aprovada, 267 mil hectares poderão ser utilizados para atividades agropecuárias, e, posteriormente, mais dinheiro irá girar na economia da Lapa, Balsa Nova, Porto Amazonas, Palmeira, Campo Largo, Ponta Grossa, Carambeí, Castro, Tibagi, Piraí do Sul, Jaguariaíva e Sengés.
Atualmente, a área da Escarpa Devoniana conta com 393 mil hectares, conforme Decreto número 1.231, instituído em 27 de março de 1992. Porém, na época, a metodologia utilizada apresentou uma série de distorções e imprecisões. Diante deste fato, a Fundação ABC desenvolveu, no segundo semestre de 2016, um estudo para estabelecer uma área condizente com a realidade.
De acordo com os termos da Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, o estudo da Fundação ABC propõe que o perímetro da APA passe a ter 126 mil hectares, com manutenção da proteção das matas nativas, ocorrências geológicas e afloramentos rochosos, que inclui a crista da Escarpa.
Os 267 mil hectares de diferença em relação à área atual estão sendo usados em atividades da agropecuária, mineração, indústria e empresas de serviço. A revisão traz, sem qualquer prejuízo para o meio ambiente, segurança jurídica para esses setores. Ainda, a alteração atrairiam novas indústrias para essas cidades, gerando emprego e renda para a população.
Perfil agro
Os 12 municípios abrangidos pela Escarpa Devoniana têm na atividade agropecuária um dos alicerces da economia local. Palmeiras, Castro, Ponta Grossa, e Tibagi, por exemplo, colhem 950 mil toneladas de soja, produto de maior expressão no Valor Bruto de Produção (VBP) estadual, a cada temporada. Esse montante representa 5,2% dos 18,3 milhões de toneladas da safra 2016/17, conforme estimativa do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab).
Ainda, Tibagi é o maior produtor de trigo do Paraná, com 118 mil toneladas, o que representa 3,4 % da produção estadual (3,5 milhões de toneladas).
Outras culturas como milho, olerícolas, bovinocultura de corte e leite, avicultura, suinocultura também são fortes no grupo das 12 cidades, gerando divisas para as economias locais. O VBP das áreas inclusas na Escarpa Devoniana atinge R$ 1,2 bilhão, montante que sofreria um acréscimo significativo com a adequação da área da APA.





















