‘Esqueleto’ tem pena extinta pela Justiça
Decisão se deu por conta do cumprimento de um sexto da pena estipulada em 2010

Rodrigo de Paula Pires, condenado por desvio de recursos dos cofres do Legislativo de Ponta Grossa entre os anos de 2004 e 2009, teve a pena extinta pela Justiça. A decisão se deu por conta do cumprimento de um sexto da pena estipulada em 2010 – condenado, ele deveria cumprir seis anos e oito meses de detenção.
Na época do escândalo, ele ficou conhecido como “Esqueleto” devido ao esquema criado dentro da Câmara de Vereadores. Ele foi investigado pela Polícia Civil quando ocupava o cargo de assessor de contabilidade da casa. Depois da condenação, Pires desapareceu, sendo detido apenas em 2015 pela Polícia Civil de Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Ele estava em um apartamento na Meia Praia, em Itapema.
Transferido para Ponta Grossa, conseguiu mais um benefício na Justiça – graças a um mutirão carcerário, Pires passou para o regime Semiaberto com o uso de uma tornozeleira eletrônica.
Rombo
Além do desvio de R$ 2.367.468,37, a inspeção do Tribunal de Contas (TCE) do Paraná comprovou o desvio de outros R$ 129.851,81, por meio do empenho de despesas fictícias. As outras irregularidades apuradas foram a concessão indevida de adiantamentos a servidores e vereadores por meio de “vales”, empenho de despesas com pessoal em montante superior ao devido e inconsistências nos relatórios de gestão fiscal.
E o dinheiro?
Em relação à devolução dos mais de R$ 2 milhões desviados, exigido pelo TCE desde 2014, nenhuma novidade. Por enquanto nenhum pagamento foi realizado por Rodrigo de Paula Pires.





















