Vereadores aprovam repasse de R$ 1,8 milhão ao SOS
O repasse de R$ 1,8 milhão da Prefeitura de Ponta Grossa ao Serviço de Obras Sociais (SOS) da cidade foi aprovado em primeira discussão durante a sessão de hoje (02/06) da Câmara Municipal de Ponta Grossa. Funcionários do SOS foram até o plenário para assistir a sessão - quatro vereadores foram contrários a aprovação do Projeto de Lei e 18 votaram de maneira favorável a iniciativa.
O projeto 161/2014 é de autoria do Poder Executivo e foi enviado para a Câmara em regime de urgência - o repasse deve garantir a regularização dos salários dos funcionários do SOS e manter o pagamento dos colaboradores até março de 2015. O 'corte' dos repasses à organização foi alvo de críticas por parte de alguns vereadores.
Como a medida está tramitando na Casa em regime de urgência, os vereadores devem voltar a debater o repasse na próxima sessão, nessa quarta-feira (04/06) - o Projeto de Lei é de iniciativa do Executivo.
Presidente defende repasse
A presidente do SOS, Adriana Campagnoli, compareceu a sessão do Legislativo para defender a aprovação do projeto. Atualmente o SOS funciona com uma liminar judicial, já que a inscrição do órgão foi cassada. "Com o amor que os funcionários tem com nossos funcionários, nossa entidade conseguiu se manter. Com o repasse de verba nós vamos conseguir regularizar os salários", argumentou.
Segundo Adriana, hoje o SOS atende cerca de 30 mil pessoas ao ano. Além disso, o número de pessoas qualificadas por cursos do órgão passa de 2 mil e outros 18 mil moradores da cidade fazem parte do banco de alimentos da instituição.
Corte de recursos foi "precipitado"
Durante a sessão desta segunda-feira,vários parlamentares fizeram discursos sobre a importância do trabalho do SOS. Daniel Milla (PSDB) defendeu a atuação da organização na cidade e definiu o trabalho do SOS como "essencial". Para Milla, o corte de repasses à instituição foi precipitado. "Nós nem esperamos o resultado da investigação e os rapasses foram cortados sumariamente. Isso prejudicou inúmeras famílias e pessoas que dependiam do SOS", destacou Milla.





















