VCG se posiciona sobre greve no transporte coletivo

A Viação Campos Gerais (VCG) disponibilizou uma nota a imprensa sobre as últimas notícias veiculadas a respeito da greve no transporte coletivo da cidade - amanhã a paralisação completa 15 dias e se torna a maior em andamento no Brasil. Em nota, a VCG informou que "vem adotando todas as medidas que estão ao seu alcance para encerrar a greve dos trabalhadores".
A empresa informou que no mesmo dia em que o movimento grevista foi iniciado, a empresa ajuizou dissídio coletivo de greve perante a Justiça do Trabalho, "buscando uma solução rápida para a paralisação". Segundo a empresa, "a iniciativa da VCG garantiu que ao menos 50% da frota de ônibus circule nos horários de pico e 30% nos horários de menor movimento, assim reduzindo os efeitos da greve", informa a empresa.
A nota também esclarecer que, antes da empresa conseguir a liminar que exigia a frota mínima, a empresa estava impedida pela legislação trabalhista de adotar medidas para contornar a greve, "não lhe sendo permitido contratar trabalhadores provisórios para ocupar o lugar dos grevistas ou recorrer a qualquer outro expediente que possa furar o movimento. Assim como o SINTROPAS, a VCG também está obrigada a respeitar os percentuais de frota em operação que foram definidos pela Justiça do Trabalho", diz a nota.
Outro ponto rebatido pela VCG diz respeito aos esforços tidos pela empresa e pelos trabalhadores em busca de um consenso. "No curso das negociações a VCG já elevou por mais de uma vez a proposta de aumento salarial, que representaria um ganho médio de 10,1% para motoristas (pleno) e 11,5% para trocadores, muito superior à inflação registrada no último ano. Ainda assim o SINTROPAS mantém a greve", argumenta VCG.
De acordo com a empresa, o reajuste salarial dos funcionários causaria impacto a toda economia da cidade.
O aumento salarial pretendido pelo SINTROPAS não causará impacto apenas na VCG, mas também em toda a comunidade pontagrossense, na medida em que o salário dos motoristas e cobradores integra o valor da tarifa cobrada dos passageiros. Seria muito cômodo para a VCG simplesmente ceder à reivindicação do SINTROPAS, repassando a conta para a população de Ponta Grossa. Ao se opor a um reajuste salarial abusivo, a VCG está agindo com responsabilidade, garantindo a modicidade da tarifa, conforme determina a legislação e o contrato de concessão. Por certo não será lícito punir a VCG por agir de tal maneira.
Ontem (31/05) o prefeito Marcelo Rangel (PPS) anunciou que vai entrar na justiça para pedir a quebra do contrato entre a VCG e o município, além de confiscar os carros da empresa para que funcionários da Prefeitura assumam o serviço imediatamente. Na nota divulgada a imprensa, a VCG não se manifestou sobre a possibilidade de quebra de contrato.





















