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Estudo destaca logística e a infraestrutura de PG

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Gabriel Sartini

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O levantamento ‘Melhores Cidades para Negócios’, realizado pela empresa Urban Systems, comprovou, na prática, a fama de Ponta Grossa como um dos principais polos do país quanto à infraestrutura e logística. De acordo com a pesquisa, o maior município da região dos Campos Gerais aparece na 16ª posição nacional em termos de infraestrutura e logística, evidenciado várias características, em diversos setores analisados, que a fazem se destacar ente as principais cidades do país. Tal posição favorece ainda mais o município na atração de novos investimentos, não só pelas condições privilegiadas apresentadas, mas em longo prazo, oferecendo maior competitividade para as empresas instaladas.

“Para o Ranking de Melhores Cidades em Infraestrutura para Negócios, foram analisados fatores de infraestrutura básica, como saneamento e eletricidade, além de telecomunicação, acessibilidade e transporte. Os indicadores foram escolhidos para apontar as cidades que apresentariam facilidade de atração de novas empresas”, destaca Willian Rigon, coordenador do Urban Lab, pertencente ao departamento de Inovação e Pesquisa da Urban Systems, empresa que faz a análise de desenvolvimento de cidades há 15 anos. Entre os principais diferenciais do município, segundo ele, estão as questões referentes ao saneamento básico. “A cidade se destacou na coleta e tratamento de esgoto, que apesar de não ser de 100%, é bem acima da média do país, inferior a 50%, além do fato de ter grande quantidade de conexões de banda larga de alta velocidade”, informa.

O Prefeito Marcelo Rangel exalta a posição avançada no ranking nacional. “É mais um dos atrativos na atração de grandes indústrias. Cidade que, além disso, se destaca pela mão de obra qualificada, com um parque educacional que possui universidades e cursos técnicos; as perspectivas de crescimento e qualidade de vida para empresários industriais, que estão se estabelecendo na cidade, a política econômica de valorização e celeridade para os processos administrativos às empresas, entre outras”, destaca Rangel.

Durante o período à frente da Secretaria de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, o atual coordenador regional da Fiep, Alvaro Scheffer, aponta que esse aspecto norteou as negociações com as indústrias. “A logística e a qualificação pautaram meu trabalho para buscar empresas. E buscamos a sinergia entre as empresas que estavam vindo, para potencializar esse aspecto logístico. Ao trazer empresas de atividades complementares, aumentamos o potencial de cada cadeia produtiva”, diz. Ele lembra que a posição geográfica é privilegiada, próxima a capital e ao porto. “Qualquer carga que parta, para qualquer sentido do Brasil, não volta para trás, reduzindo o frente. Não tem que andar 100 quilômetros sentido norte, por exemplo, para depois voltar em direção ao destino”, completa.

Cidade pode avançar no ranking

Apesar de aparecer entre as principais do ranking, Ponta Grossa pode evoluir, demandando de investimentos. No setor de transportes, vários pontos poderão fazer diferença. “Ainda precisamos ter uma área alfandegada, como porto seco, porque nesse momento estamos em um limbo legal. Precisamos ainda acabar com alguns gargalos que temos nas áreas de acesso a Ponta Grossa. Ainda temos de desenvolver o modal ferroviário, que temos potencial, e o novo modal, que é o aéreo que precisa desenvolver e tem potencial”, destaca Scheffer, apontando a necessidade de um novo aeroporto. O prefeito lembra a importância do Arco Norte. “Se consolidando do Contorno Norte, certamente subirá muitos pontos. Temos muitas rodovias que cruzam a cidade. A duplicação da BR-376 também trará melhores condições”, conclui.

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