Conselheira tutelar é agredida durante atendimento
Caso foi registrado no final da tarde de ontem (9). Conselheira irá processar a mulher envolvida na situação

Caso foi registrado no final da tarde de ontem (9). Conselheira irá processar a mulher envolvida na situação
Um atendimento de rotina do Conselho Tutelar em Ponta Grossa acabou em confusão no final da tarde desta quinta-feira (9). Uma conselheira foi agredida verbalmente ao entregar uma notificação para uma mãe – o caso ainda quase terminou em agressão física. A Polícia Militar (PM) teve que ser acionada e a mãe, junto da conselheira, foram encaminhadas para a 13ª Subdivisão Policial para a assinatura de um termo circunstanciado.
Procurada pela reportagem, a conselheira preferiu não se identificar, mas contou como o caso aconteceu. Segundo ela, o Conselho foi até à residência para entregar uma notificação reiterando um documento que já havia sido entregue. “Quando cheguei no local, ela [a mãe~] me xingou e tentou investir contra mim, foi uma situação muito desconcertante”, contou a conselheira.
Para não revelar a identidade da criança atendida pelo Conselho, não iremos informar o local em que a agressão aconteceu e nem a sede do Conselho Tutelar em que a conselheira trabalha. Ainda de acordo com a conselheira, a mãe que tentou agredi-la estava sendo notificada por negligência médica. “Nós [conselheiros] vamos às casas das pessoas porque alguma coisa não está certa, não queremos ser recebidos com flores, mas apenas com respeito”, criticou.
A conselheira informou que pretende processar a mãe responsável pelos insultos e pela tentativa de agressão física.
Tentativas de agressão são “rotina”
A conselheira informou ainda que esse acontecimento não é algo incomum na rotina dos integrantes de Conselho Tutelar de Ponta Grossa. “Essa não é a primeira vez que um conselheiro tutelar é agredido verbalmente, desrespeitado, e sem falar das vezes que de fato a agressão foi física”, afirmou.
A conselheira confessou que existe uma “resistência de parte da população” com o trabalho do Conselho. “Nós estamos lá para ajudar e resguardar os direitos das crianças e adolescentes”, afirmou. A conselheira lembrou ainda que muitas vezes o órgão atua a pedido de outras esferas, como é o caso do Ministério Público ou do juizado especial.





















