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Exportações de PG crescem e superam R$250 mi

Assim como no ano passado a soja e seus derivados seguem como os produtos mais exportados. Europa ganha destaque entre os destinos

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Fernando Rogala

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Ponta Grossa iniciou 2017 com um leve incremento nas exportações. Números revelados nesta quinta-feira pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços apontam que a soma do valor dos produtos enviados ao exterior em janeiro totalizou US$ 81,6 milhões (ou R$ 257 milhões, se convertido baseado no dólar cotado no dia 31 de janeiro). O valor é US$ 1 milhão (ou 1,2%) superior aos US$ 80,6 milhões registrados no mesmo período no ano passado (R$ 253 milhões). Como as importações também tiveram um incremento de US$ 1,1 milhão, ao passar de US$ 22 milhões para US$ 23,1 milhões, o saldo da balança comercial ficou praticamente estável, totalizando US$ 58,4 milhões neste ano – no ano passado esse valor foi de US$ 58,5 milhões. 

Assim como no início de 2016, e como ocorre há muitos anos, a soja e seus derivados ( o que inclui não apenas o grão em si, mas também já processada, como o óleo e os resíduos resultantes da moagem) mantêm posição de destaque no quadro de exportações do município, que possui um dos maiores polos moageiros da América Latina. A commodity representou mais da metade das exportações, 57%, mais precisamente (R$ 140 milhões). Contudo, esse número teve uma queda em relação ao janeiro de 2016, quando ela representou 70% do total enviado ao exterior (cerca de R$ 175 milhões). Houve uma redução não só nos valores, mas também no volume comercializado (toneladas).

Para compensar essa redução, outros produtos tiveram um incremento nas vendas. Um deles foi açúcares (armazenados na cidade), segundo produto mais exportado. As negociações cresceram dos R$ 18,5 milhões, em janeiro de 2016, para R$ 53,5 milhões neste ano, ou seja, um aumento de quase 200%. Os envios de embalagens longa vida, que aparece na terceira colocação, subiu 33%, assim como de latas de alumínio, quarto produto mais exportado, cujo aumento foi de 61%.

Para Weliton Barreiros, diretor de comércio exterior da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg), com a conjuntura econômica atual, os produtos do agronegócio deverão manter a liderança pelo câmbio favorável, ao contrário dos manufaturados (industrializados). “A perspectiva é de que o agronegócio vai continuar sendo, para Ponta Grossa, principal matriz de exportação. A soja continua, pelos preços internacionais, e o açúcar, já que a Europa gosta do açúcar de cana, e não de beterraba. Lamentavelmente os produtos manufaturados não geram grandes perspectivas, por conta de o Brasil estar fora de muitos acordos comerciais”, resume.

Acordos Comerciais 

A China, que sempre lidera o ranking do maior comprador de produtos ponta-grossenses, desta vez, não aparece no ‘top 10’. O país para o qual Ponta Grossa mais exportou foi a Espanha, que somou mais de R$ 31,5 milhões em produtos adquiridos. Na sequência aparecem Irã, Coreia do Sul, Georgia e Itália. Weliton Barreiros lembra, no entanto, que no caso da Espanha, essa exportação pode ser considerada como para um ‘bloco econômico’. “Como a Europa não tem barreiras, muitas vezes um produto desembarca em um país e ele é distribuído para diversos outros países”, explica.

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