Conselho apresenta outra versão sobre crianças maltratadas
Conselheira afirmou que as crianças não passavam fome quando ela chegou até a residência e que o pai apresentava condições para cuidar dos filhos

Conselheira afirmou que as crianças não passavam fome quando ela chegou até a residência e que o pai apresentava condições para cuidar dos filhos
Uma situação de maus tratos contra três crianças no bairro Neves, em Ponta Grossa, passa a ser acompanhada pelo Conselho Tutelar Leste a partir desta terça-feira (7). Por volta de 19 horas, a Polícia Militar foi acionada para atender uma situação de violência doméstica dentro de uma residência na Rua Euclides M. de Souza. Ao chegar ao local, os policiais encontraram as crianças em situações de maus tratos – em um local sujo e todas estavam com fome. O Conselho Tutelar passa a monitorar a família e diverge de algumas informações repassadas pela PM.
A conselheira Daiane Marçal Borges chegou ao local às 8h30 e afirma que quando chegou ao local as crianças não passavam fome. Ela também afirmou que, ao contrário do que foi informado pela PM, o pai das crianças não apresentava sinais de embriaguez. “Quando eu cheguei a mãe estava no carro da Polícia e o pai estava na casa junto com as crianças. Ele tinha tomado conta da situação e as crianças estavam bem. Tinha comida dentro da casa e elas não estavam passando fome”, contou a conselheira.
O Conselho Tutelar começa a realizar o acompanhamento da família, mas não irá solicitar o afastamento das crianças. “A mãe foi notificada a comparecer no Conselho. Vamos realizar visitas de rotina, sem que eles saibam, para vermos se há necessidade de solicitar um acompanhamento judicial ou até um afastamento”, explica. A conselheira entende que não há necessidade de solicitar o afastamento por enquanto. Ela confirmou que a residência estava suja, mas as crianças estavam bem cuidadas. “É a primeira vez que recebemos uma denúncia envolvendo essa família. Verifiquei a carteirinha de vacina das crianças e percebemos que elas estão sendo bem cuidadas”, contou Daiane.
As crianças possuem 1, 2 e 3 anos. Nas informações repassadas no Relatório Diário de Ocorrências, a Polícia Militar afirmou que as crianças estavam em situação de maus tratos, com fome e habitando um local sujo e inóspito.





















