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Grávidas que optam por cesárea em PG diminuem

Para o diretor geral do Hospital Universitário Regional, Everson Krum, isso é uma grande conquista

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Daniel Petroski

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Dados obtidos com exclusividade pelo Jornal da Manhã e portal aRede mostram um crescimento significativo no número de gestantes que optam pelo parto normal ao invés de uma cesariana em Ponta Grossa.

De acordo com o controle da Maternidade do Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HU), pertencente à Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), essa realidade vem sendo sentida desde julho de 2016. Nessa época, do total de nascimentos, 40% foram por meio de cesariana.

Com o passar dos meses esse número foi sendo reduzido graças a um trabalho de humanização junto as pacientes. Por conta disso, no último mês, a cesariana foi a opção de apenas 29% do total de procedimentos - uma diminuição de 11%.

Para o diretor geral da unidade, Everson Krum, isso é uma grande conquista. “Cesárea é uma cirurgia. Então, tem todos os riscos envolvidos - infecção no corte, demora para cicatrização, uso de antibióticos, entre outros”, detalha. “Além disso, o tempo de internamento também é maior”, complementa. Somente no último mês, a Maternidade realizou 209 partos, sendo 147 normais e 62 cesarianas.

Esses números deverão ser ainda mais expressivos de agora em diante, pois a unidade também passou a receber todas as pacientes via Sistema Único de Saúde (SUS) que antes eram encaminhadas a Maternidade Santana, que ocupava a estrutura do Hospital Unimed. Esse serviço era prestado pela Associação de Proteção à Maternidade e Infância (APMI), vinculada a 3ª Regional de Saúde.

A título de comparação, os atendimentos quase dobraram dentro do HU. Em outubro do ano passado, por exemplo, foram 756 atendimentos e 238 internamentos. Hoje, estão sendo realizados quase 1,2 mil atendimentos e mais de 300 internamentos. O reflexo direto são os 42 leitos da unidade lotados. Para Krum, a saída para dar conta da demanda é simples. “Muito trabalho”, encerrou o diretor.

Respeito a paciente é prioridade

Questionado sobre o conceito de “humanização”, o diretor geral do HU, Everson Krum, explicou que ele recai sobre o respeito à escolha da paciente pelo parto normal. “Claro, quando não houver indicação cirúrgica”, justificou. Sendo assim, ele detalha que é respeitado o tempo necessário para o nascimento. “O parto pode demorar muito. Aqui, não temos pressa. Também possibilitamos a presença de um acompanhante no momento do parto e logo após o nascimento a criança é levada até os braços da mãe”, concluiu Krum.

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