Estudantes de PG vão à Justiça contra a Unopar
Estudantes se queixam do atendimento prestado. Universidade também responde a ações judiciais por cobranças indevidas

Estudantes se queixam do atendimento prestado. Universidade também responde a ações judiciais por cobranças indevidas
Para alguns alunos da Unopar, em Ponta Grossa, frequentar aulas e fazer provas se tornou uma atividade pra lá de estressante. Diante de cobranças indevidas e penalizações, estudantes de diversos cursos da instituição são proibidos de fazer provas e rematrículas, por exemplo. Com essa situação, os alunos movem processos judiciais contra a instituição. Ainda na página da Unopar na internet, vários alunos também se queixam do “péssimo atendimento”. São muitos os descontentamentos e várias as reclamações.
Uma estudante que pediu para não se identificar, cita que ‘mesmo com o pagamento das mensalidades em dia, foi apontada como inadimplente pelo sistema de cobrança da instituição, teria recebido e-mails e ligações da equipe da Unopar fazendo a cobrança do valor que já havia sido pago, mas continuava sendo cobrado insistentemente’. A advogada dessa estudante (ela pediu sigilo no nome) explica que, mesmo com a apresentação de todos os boletos pagos, em dia, as cobranças por valores indevidos continuaram.
“A estudante teve que pedir autorizações especiais para fazer provas e, mesmo depois de muita insistência, não conseguiu fazer a rematrícula, passando por um constrangimento diante dos colegas de classe e dos próprios professores”, conta a defensora. A advogada conta ainda que em todo final de semestre a aluna passava por constrangimento para reativar a matrícula. “Quando a estudante tentava imprimir o boleto da rematrícula, o valor devido era de R$ 5 mil reais, como se todas as mensalidades não tivessem sido pagas”, contou a advogada.
A advogada ressalta ainda que para fazer provas e trabalhos, a aluna tinha que retirar uma declaração diretamente na secretaria. ‘Só o fato de ter que retirar uma declaração para fazer atividades comuns do ambiente de ensino, como fazer provas e apresentar trabalhos, vai contra a lei, mesmo que ela devesse as mensalidades, o que nesse caso, não acontecia, até aquele momento os pagamentos estavam em dia’, afirmou.
Mesmo apresentando os boletos pagos, todos em dia, a estudante continuou como “inadimplente” diante do sistema de cobranças da Unopar. A advogada explica que ao tentar resolver a situação pessoalmente na sede da Unopar em Ponta Grossa, a aluna soube que o setor jurídico estava localizado em Minas Gerais e o financeiro, no Mato Grosso do Sul, dificultando ainda mais a solução do caso.
Sem conseguir pagar o valor real da rematrícula, a aluna ainda não consegue realizar as atividades normais do ambiente de ensino sem passar pelo constrangimento de pedir autorizações junto à secretaria.
Mesmo sem nunca ter feito matrícula, aluno teve o nome ‘negativado’
Outro cidadão também teve que mover um processo judicial contra a Unopar. O rapaz prestou o vestibular para um curso da instituição em Ponta Grossa e, mesmo sem nunca ter feito a matrícula ou muito menos frequentado uma aula, o jovem teve o nome negativo, como devedor. A advogada Raquel Benitez Krüguer Barbosa, responsável pela defesa do aluno, conta que a faculdade teve que indenizar o estudante pelo constrangimento provocado. “O rapaz não fez a matrícula, depois descobriu que estava com o nome negativado, como devedor”, relata a advogada.
Unopar é criticada por desorganização e péssimo atendimento
A unidade da Unopar, em Ponta Grossa, é alvo de duras críticas por parte de alunos. Desorganização e péssimo atendimento são as principais reclamações citadas pelos acadêmicos, na própria página da instituição. A qualidade do ensino também é colocada em dúvida.
“Atendimento horrível. Funcionários despreparados que agridem verbalmente os alunos, sem a menor educação. A atendente da biblioteca e o exemplo de péssimos modos e educação!”, assinala uma das estudantes no sistema de avaliação da Unopar. Para outro aluno, a “faculdade sem organização faz cobranças indevidas e duplicadas e não recomendo essa faculdade pra ninguém”.
Em seu comentário, outra acadêmica diz ser horrível o atendimento da Unopar. No dia 28 de julho de 2016, relata ter ficado das 17h47 às 21h apenas para conseguir renovar a matrícula. “Só tinha duas atendentes para atender vinte pessoas. E as atendentes mal capacitadas, tudo tinha que perguntar para orientadora, com isso atrasava mais ainda. Pessoas chegavam e eram atendidas sem senhas. Muito mal organizado. Vários alunos desistiram de esperar. Isso é um desrespeito. Está precisando melhorar muito. Talvez uma mudança geral no quadro de funcionários ou quem sabe na direção da faculdade!”, assinala.
De igual forma, outra aluna avaliou a Unopar com o mais baixo índice. “Até quando esse descaso com os alunos? Um atendente pra 20 pessoas no SAA é palhaçada. E quando tem dois atendentes, um sai almoçar na maior cara de pau e deixa as 20 pessoas esperando como se fossem nada!”, sintetiza.
Para uma estudante, a Universidade está precisando melhorar muito. “Talvez uma mudança geral no quadro de funcionários ou quem sabe na direção da faculdade”, comenta. Todas essas reclamações foram postadas na página da instituição durante o ano de 2016.
Resposta da Unopar
Em resposta à solicitação do Jornal da Manhã, a Unopar não comenta ações jurídicas em andamento. A instituição esclarece que está à disposição dos estudantes por meio do Serviço de Atendimento ao Aluno (SAA) da unidade para análise de cada caso.





















