CPS irá cobrar dívida de R$ 3 milhões de inadimplentes
Segundo diretor da companhia, falta do valor em caixa prejudica o aumento no número de obras de pavimentação em Ponta Grossa. Empresa pretende enviar nomes ao SPC/Serasa.

Segundo diretor da companhia, falta do valor em caixa prejudica o aumento no número de obras de pavimentação em Ponta Grossa. Empresa pretende enviar nomes ao SPC/Serasa.
A Companhia Pontagrossense de Serviços (CPS), responsável pelas obras de pavimentação de ruas em Ponta Grossa, planeja negativar os usuários que possuem dívidas com a empresa por conta do não-pagamento de serviços contratados. A informação é do diretor-presidente Eduardo Marques. Os valores de inadimplência, de acordo com Marques, chegam a R$ 3 milhões.
O diretor-presidente afirma que a empresa, que retomou os serviços de manutenção de vias na última segunda-feira (30), fica prejudicada por conta dos valores que deveriam estar em caixa. “O capital de giro é necessário para a aquisição de equipamentos e matérias-primas. Os preços para a compra destes produtos não são pequenos porque são derivados do petróleo, e por isso precisamos da quantidade em caixa”, explica.
Para Marques, as obras seriam realizadas com maior rapidez e em volume mais alto (mais pontos de pavimentação ao mesmo tempo) caso o montante estivesse disponível. “Hoje o máximo que conseguimos realizar são seis obras em pontos distintos da cidade”, explica, indicando o número de maquinário disponível como outro empecilho. O diretor acredita que o principal motivo para a paralisação do pagamento por parte da população seja a “crença errada” de que a CPS abandona obras em algumas ruas.
“Nosso trabalho precisa ser realizado em quatro etapas. A primeira delas é a instalação de redes de esgoto e escoamento de água, que na maioria das vezes é realizada ainda em ruas com imperfeições visíveis. O que acontece é que realizamos estre trabalho em determinada rua e seguimos para outros pontos do município realizando o mesmo trabalho com as máquinas específicas. Mas a população acaba imaginando que nós ‘abandonamos’ a obra no local”, detalha Marques. O diretor-presidente explica que existem maquinários específicos para cada uma das quatro etapas do processo de pavimentação. As outras três partes do processo são a construção de guias (popularmente conhecidas como meio-fios), a instalação da manta asfáltica e a conclusão da via com espaços de escoamento e acabamento final.
Por conta da interrupção de pagamento e dos problemas acarretados, a CPS estuda maneiras de evitar a inadimplência. “Uma das ideias é protestar a dívida em cartório e posteriormente encaminhar os nomes dos inadimplentes ao SPC [Serviço de Proteção ao Crédito] e Serasa”, afirma.
Obras iniciam no ‘Nossa Senhora das Graças’
Os trabalhos de manutenção de vias acontecem atualmente na região do Parque Nossa Senhora das Graças. Segundo o diretor-presidente Eduardo Marques, as chuvas do final de semana prejudicaram a realização de alguns serviços durante a segunda-feira (30), mas eles serão retomados nesta quarta (01) nos pontos de maior prejuízo. A previsão é de que ao menos seis ruas passem por obras na região durante a primeira etapa do processo de manutenção. A pavimentação de algumas vias também já está programada pela CPS, de acordo com o previsto no calendário de obras.
Prioridade
Eduardo Marques afirma que a CPS não dá prioridade para nenhuma região de Ponta Grossa no que diz respeito ao calendário de obras. Os trabalhos, de acordo com o diretor-presidente, acontecem na medida em que os contratos são assinados e podem variar de acordo com a proximidade de uma rua em relação ao local atual onde os maquinários se encontram. A previsão para a conclusão de um serviço é de até dois anos após a data de contratação.





















