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Reajuste salarial pode elevar tarifa para R$ 3,10

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| Autor: A Rede

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A greve do transporte público continuará, ao menos, até o próximo final de semana, e quem sofrerá o impacto financeiro do reajuste salarial dos trabalhadores da VCG será os mais de 100 mil usuários do transporte coletivo.

Pelo menos é o que afirma João Ney Marçal, secretário de planejamento de Ponta Grossa. Em entrevista exclusiva ao Portal aRede, ele diz que o aumento da tarifa é certo, basta saber a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) referente ao aumento salarial dos trabalhadores do transporte coletivo.

De acordo com ele, se a proposta reivindicada pelo sindicato, de 21%, fosse aprovada, o usuário sofreria com um reajuste na tarifa de 18%, aproximadamente R$3,10.

Marçal explica que é inviável a Prefeitura subsidiar o transporte público, tendo em vista que o orçamento utilizado faria falta na saúde e na educação. “Não é justo a população que não usa o transporte pagar pelos 100 mil usuários do sistema” relatou o secretário.

Segundo a Secretaria de Planejamento, a greve deve continuar ao menos até o próximo fim de semana, pois as reuniões do TRT ocorrem na segunda-feira. A prefeitura lamenta o caos do transporte, que já é o maior da história de Ponta Grossa.

Aumento na tarifa deve onerar os empregadores

A Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg) também demonstra preocupação com o aumento na tarifa. Para o presidente da Acipg, Nilton Fior, os empregadores sustentam a maior parte do transporte coletivo através do vale-transporte e, com um aumento na tarifa, podem ser prejudicados. “A expectativa é que o aumento seja pequeno para que não onere os empregadores”, diz. Fior também sugere que a planilha de custos da VCG seja rediscutida pelo Conselho Municipal de Transporte (CMT).

Economia de Ponta Grossa sofre com greve

A greve dos funcionários da Viação dos Campos Gerais (VCG) entra em sua segunda semana. Um dos efeitos colaterais é a redução de moradores consumindo. De acordo com o Presidente da ACIPG, Nilton Fior, hoje o comércio enfrenta baixa de 50 % no consumo geral.”Esperamos que a greve acabe logo”, contou.

Com a rejeição da proposta apresentada pela VCG na última segunda-feira, o processo será encaminhado para a Justiça do Trabalho que realizará o acordo.

O setor industrial também enfrenta problemas, segundo o Diretor de Indústria da ACIPG, Jarbas Góes, a falta de transporte público tem afetado principalmente indústrias de pequeno porte, funcionários têm mais despesas ao utilizar veículos próprios, caronas ou vans. “Assim percebemos como somos reféns de certas concessões, espero que a justiça se manifeste o mais rápido possível para resolver o caso”, finalizou o diretor. Ainda de acordo com Góes, indústrias de grande porte seguem sem problemas.

Com informações do Jornal da Manhã.

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