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Bairros contabilizam prejuízos após temporal

Cerca de 222 pessoas ficaram desalojadas. Defesa Civil aponta inúmeras perdas em quatro localidades.

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| Autor:

Dhiego Tchmolo

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Cerca de 222 pessoas ficaram desalojadas. Defesa Civil aponta inúmeras perdas em quatro localidades.

As fortes chuvas que atingiram Ponta Grossa neste domingo (29) afetaram quatro bairros do município e deixaram centenas de pessoas desabrigadas. As localidades do Jardim Pontagrossense, Parque dos Pinheiros, Cará-Cará e Vila Cipa contabilizaram inúmeros estragos em imóveis e automóveis. Em alguns casos, pessoas perderam tudo o que tinham após uma chuva torrencial que durou quase uma hora.

Vanir Ribeiro, que prestou auxílio ao seu cunhado no Jardim Pontagrossense, conta que a água chegou a subir cerca de um metro durante a tempestade que assolou o município. “Uma chuva muito forte derrubou uma árvore que fez com que a água não escorresse e causasse o alagamento”, explica Vanir.

A árvore, relatada pelo cidadão, interrompeu o fluxo de um córrego no local. Sem a vasão das águas, as chuvas fizeram o volume subir e invadir as casas. “Teve um pessoal que perdeu tudo aqui, o que tinha dentro de casa não tem como recuperar. Só começou a diminuir (a água das ruas) quando a chuva diminuiu. O problema é que só vieram tirar essa árvore hoje (segunda-feira, 30)”, informa Vanir.

De acordo com coordenador da Defesa Civil de Ponta Grossa, Edson Witek, os prejuízos atingiram 56 famílias, num total de 222 pessoas prejudicadas. Mais de 30 pessoas que ficaram desabrigadas foram encaminhados ao ginásio Oscar Pereira, no centro da cidade, onde receberam alimentos, colchões e cobertores.

“No Jardim Pontagrossense pessoas perderam praticamente tudo: desde alimentos, a roupas, colchão, pia, geladeira. Sei de uma família que terá que recomeçar tudo do zero”, explica Witek. Segundo o coordenador, os lixos e entulhos jogados pela população contribuem para que haja alagamentos. Contudo, o nível excepcional de chuvas – foram 35 milímetros em apenas 40 minutos – influenciaram na situação.

Situações de cada local

“Cada local teve seu problema particular. Na Vila Cipa foram 14 casas alagadas, pois tem uym arroio que transbordou devido ao grande volume de água. No Cará-Cará as casas são abaixo do nível da rua, que com a terra, encobre as bocas de lobo. A chuva foi torrencial, não tinha como as manilhas fluírem normalmente”, completa Edson.

A Defesa Civil busca, junto a Cohapar, duas novas residências para moradores que não terão condições de voltar para suas casas. As pessoas alojadas no Oscar Pereira deixaram o local nesta segunda-feira. Muitos voltaram para suas residências, enquanto outros foram para casa de parentes.

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