Motoristas se organizam para ‘escapar’ de blitz
Condutores se organizam nas redes sociais para conseguir driblar a fiscalização. Representantes do setor de segurança repudiam atitude

Condutores se organizam nas redes sociais para conseguir driblar a fiscalização. Representantes do setor de segurança repudiam atitude
Motoristas tem se organizado em grupos no WhatsApp para ‘fiscalizar’ a realização de blitz em Ponta Grossa. Mesmo que pareça irônico e contraditório, o objetivo é esse mesmo: fiscalizar a realização de blitz em vários locais de cidade com olheiros em todos os bairros e vilas do município. Postagens feitas em grupos de Facebook e flagradas pela reportagem do portal aRede mostram a intenção dos motoristas.
Em uma dessas postagens publicada em um grupo, o motorista afirma que a intenção é rastrear a realização de blitz em vários locais. “E aí galera, montei um grupo de blitz em Ponta Grossa. Quem quiser entrar deixa o número do celular que eu adiciono, vamos colocar pessoas em toda a cidade”, afirma na postagem. Antes de ser apagada do grupo, o post já tinha mais de 20 comentários com interessados em participar.
Para o comandante do Grupo de Operações de Trânsito (GOTRAN) da Polícia Militar em Ponta Grossa, Sargento Rivair, ações do tipo são um contrassenso, além de serem prejudiciais para a sociedade, como um todo. “Nossas ações são baseadas em estatísticas e números obtidos nas ocorrências, quando um cidadão faz isso ele está prejudicado a segurança de inúmeras pessoas”, comenta Rivair.
O Sargento lembra que os grupos são formados sem controle algum da participação e pessoas. “Os organizadores colocam várias pessoas nesses grupos, entre elas podem estar criminosos que tentam fugir das autoridades ou mesmo os puxadores de carro, pessoas que tem como função levar um carro roubado ou furtado de um lugar para o outro”, explica o policial militar.
Para o responsável pelo GOTRAN, a iniciativa é tão irônica que quando procuram um carro furtado ou roubado, as pessoas divulgam as informações nos mesmos grupos que tem como objetivo escapar das blitz. “Não tem muita lógica fazer esse tipo de anuncio para as pessoas escaparem de blitz se você, quando precisa, busca informar o furto de um carro ou o roubo também nos grupos”, contou o sargento.
Policiais militares estão infiltrados
Rivair lembra que para monitorar e até mesmo confundir esse tipo de comunicação alguns policiais militares fazem parte desses grupos. “Nós sabemos da existência desse tipo de mecanismo e também fazemos parte dos grupos, na tentativa de fornecer uma contrainformação e manter o fator surpresa na realização de blitz aqui em Ponta Grossa”, contou.
Atualmente o GOTRAN conta com 12 policiais militares, quatro motos e duas viaturas que atuam exclusivamente nas ações preventivas no trânsito de Ponta Grossa.





















