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Atoleiro impede cortejo fúnebre em Ponta Grossa

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| Autor: Afonso Verner

Afonso Verner

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"Triste e revoltante". Foi assim que Vera Lima classificou o episódio envolvendo o enterro da mãe, a aposentada Ernestina de Lima Silva. Moradora do Vila Ildemira, em Ponta Grossa, há 14 anos, Ernestina faleceu na manhã deste domingo (25/05) e poucas pessoas conseguiram ir ao enterro da aposentada. Isso porque um atoleiro na rua principal do bairro impediu a chegada dos parentes e amigos até a casa e Ernestina, para o velório, e também dificultou o trajeto até o cemitério para o enterro.

"Nós tivemos que fazer uma baldeação e levar as pessoas dentro de carros até a casa da minha mãe, era impossível chegar a pé. Isso é muito triste, ainda mais em um momento de luto", conta Vera. Até mesmo transporte para o enterro da aposentada foi prejudicado pelo atoleiro: alguns vizinhos de Ernestina não conseguiram tirar os carros da garagem para acompanhar o enterro do corpo.

"Além de triste é constrangedor. A gente paga os impostos, paga caro no serviço funerário pra isso - nem o corpo da minha mãe e nem o ônibus da funerária conseguiram chegar até a casa dela. Isso me envergonha", contou Vera.

Moradores pedem providências

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra a revolta dos parentes da aposentada com a situação. Um neto de Ernestina faz uma espécie de locução da situação dos parentes e amigos da aposentada. "E aí, Marcelo Rangel! Tá vendo essa galera aqui? Hoje ia acontecer um funeral, mas por causa do descaso da Prefeitura vai ficar complicado, né?", critica o neto.

As imagens mostram o carro da funerária que também foi, aparentemente, impedido pelo atoleiro de chegar até o local do velório. Um outro carro leva passageiros na carroceria até o local - as pessoas também tentaram chegar até o casa da aposentada, mas acabaram impedidas. "E ai prefeito, o que o senhor pode fazer por nós?", questiona o jovem que aparece nas imagens.

Prefeitura "iniciou os trabalhos"

Em nota, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Ponta Grossa informou que já começou "os trabalhos de pavimentação da rua Frederico Constant Degraf – a principal da Vila Ildemira - com as demarcações e, de acordo com a Secretaria de Obras e Serviços Públicos, as obras de pavimentação serão iniciadas imediatamente, dependendo das condições climáticas".

A previsão é de que as obras sejam concluídas em até 150 dias.

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