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Famílias atingidas pela chuva recebem doações

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| Autor: Afonso Verner

Afonso Verner

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Funcionários do Serviço de Obras Sociais (SOS) e da Defesa Civil visitaram, na tarde de hoje (26/05), famílias atingidas pelas chuvas no bairro de Olarias, em Ponta Grossa. No total, dez famílias foram visitadas e receberam doações de cobertores e colchões recolhidos durante a Campanha do Agasalho.

Algumas casas da região foram inundadas depois que uma chuva intensa atingiu a cidade na última sexta-feira. Segundo o coordenador da Defesa Civil, coronel Edmir de Paula, a inundação das casas aconteceu depois que a manilha de uma arroio acabou entupida. "Como toda a chuva da região acaba escoando aqui no arroio, o volume de água é muito grande e em casa de obstrução as casas acabam alagadas", explicou  Edmir.

Nível da água assustou moradores

Segundo moradores das casas atingidas, o nível da água durante a enchente chegou a quase dois metros. "Eu perdi praticamente tudo! A água encobriu até a minha geladeira e por pouco não bateu no teto", contou Oswaldo Pereira, dono de uma das residências.

Salete Teixeira também teve a casa atingida e disse que, por pouco, a situação não foi ainda pior. "Tivemos sorte das crianças não estarem em casa. A água subiu muito rápido e não deu tempo de salvar nada", declara a dona de casa. Boa parte dos bens e móveis de Salete foram levados pela água ou ficaram inutilizados depois da enchente.

Doações do SOS

O SOS levou cobertores, colchões e mantimentos para as famílias atingidas - em algumas casas o que restou foi o barro e muita sujeita. "Nós trouxemos o básico para que essas famílias não fiquem desamparadas nos próximos dias. Tudo isso graças a participação da população na Campanha do Agasalho deste ano", ressaltou a presidente do SOS, Simone Kaminski Oliveira.

Famílias serão realocadas

Para a Defesa Civil da cidade a permanência das famílias no local é "impossível". Por isso, os atingidos devem ser realocados para residências da Prolar em até 30 dias. "Já estamos providenciando a documentação necessária para enviar até a Prolar [Companhia Pontagrossense de Habitação] e pedir que as famílias recebam as residências com extrema urgência", disse Edmir.

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