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Conselho de Transporte cobra punição de grevistas

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Gabriel Sartini

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Após uma semana de greve no transporte coletivo de Ponta Grossa, o Conselho Municipal de Transporte (CMT) começa a discutir a legislação sobre a sindicalização e greve no setor. O presidente do CMT, Carlos Demário, fez severas críticas aos dirigentes do sindicato dos trabalhadores da Viação Campos Gerais (VCG), o Sintropas, e defendeu uma lei mais dura contra a paralisação no transporte. “Esse setor deve ser enquadrado como as greves de militares ou da saúde, que são serviços essenciais e não podem paralisar as atividades”, disse.

No caso de serviços essenciais como a segurança pública e a saúde, a greve pode gerar multas e até a exoneração dos cargos, tanto para os líderes do movimento quanto para os adesistas. Demário diz que a paralisação em Ponta Grossa é orquestrada junto às greves no transporte que atingem outras cidades do país e considera haver ‘má vontade’ por parte do Sintropas. “É uma greve orquestrada, porque houve possibilidade de acordo e os trabalhadores não quiseram. Está faltando boa vontade principalmente dos trabalhadores, essa greve já poderia ter acabado”, critica.

O presidente do CMT conta, ainda, que o conselho desistiu dos diálogos com o Sintropas. “Nas últimas reuniões, fomos literalmente ofendidos pelos representantes do sindicato no conselho. Eles disseram que só querem conversar com o patrão e que nós não sabemos de nada”, relata.

O presidente do Sintropas, Ricardo Peloze, não atendeu às ligações do JM para comentar a posição do CMT sobre a greve.

Informações do Jornal da Manhã.

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