Investimentos no ‘Mercadão’ deverão chegar a R$ 53 mi
Aporte ocorre na renovação do prédio principal, construção de um hotel, um edifício garagem e boulevard

Mais de R$ 50 milhões. Este é o valor que deverá ser investido pela Tekla Engenharia em todo o projeto do Mercado Municipal de Ponta Grossa. Mais do que apenas a revitalização e reativação da estrutura já existente, a qual demandará de um aporte de R$ 20 milhões, aproximadamente, o projeto contempla mais duas obras: um hotel de 12 andares e um amplo estacionamento, em um edifício-garagem naquele amplo espaço já existente. Além disso, a estrutura irá incorporar um boulevard para passeio e eventos entre esta estrutura e o prédio do ‘mercadão’.
Como lembra Paulo Carbonar, Secretário Municipal de Indústria, Comércio e Turismo, esse investimento inicialmente proposto de R$ 20 milhões seria apenas para as estruturas já existentes. Mas como a empresa que ganhou a licitação incluiu novos projetos, o investimento será maior. “Quando foram protocolados os estudos técnicos, a Tekla incrementou o investimento, colocando a construção de um novo edifício e a garagem do boulevard. São mais R$ 21 milhões no hotel e entre R$ 11 milhões e R$ 12 milhões no estacionamento e boulevard”, esclarece Carbonar.
Com todo esse aporte e futura movimentação de pessoas, o secretário destaca a relevância que o projeto vai ter para toda aquela região, trazendo uma grande valorização, em especial nos imóveis comerciais, trazendo maior desenvolvimento ao entorno – em especial ao ‘Quadrilátero Histórico’. “Hoje temos ali uma desvalorização do local, com os problemas que, hoje, o mercado tem apresentado, como segurança, visual. O projeto vem a fortalecer o quadrilátero histórico, com o auxílio do Sebrae, e vem fomentar toda a região como um centro de turismo, com a oportunidade de vendas de iguarias que não encontram no mercado nosso e, também, a valorização de imóveis da região”, esclarece Carbonar.
A previsão é de que as obras sejam iniciadas ainda neste primeiro semestre. Contudo, o projeto precisa da aprovação dos vereadores, já que há a intenção de realizar a mudança no modelo de gestão de uma parceria público-privada para ‘concessão direta’. Essa alteração, que dispensa um aporte maior por parte da Prefeitura no espaço, foi encaminhada pelo Executivo à Câmara, e agora precisa dessa aprovação dos vereadores para que a licitação para as obras possa ser realizada. Com a concessão a proposta é de que a Tekla assuma o espaço pelo prazo de 35 anos
Projeto será votado em fevereiro
O projeto esteve na pauta da Câmara para ser votado na sessão extraordinária da última quarta-feira. Porém, houve a solicitação de retirada do projeto para vistas. Para o Secretário Paulo Carbonar, esse pedido é normal, já que, pelo prazo do contrato, os vereadores estão solicitando informações mais detalhadas. “Acho que é válido, porque muitos tinham dúvidas e me chamaram lá um dia antes da sessão e conversamos. Estamos separando algumas documentações para eles, que devem ser apresentadas amanhã, mas, a princípio, eles ficaram bastante satisfeitos. Eles entendem que aquilo faz muito tempo que está parado, e, por isso, querem ter uma posição assertiva até o dia 15 para a votação”, conclui.





















