Pai é condenado a 14 anos por espancar bebê de dois anos

O 2º Distrito de Polícia prendeu, na tarde de ontem, Jonnatas Luiz Borotto, condenado por tentar matar o filho de um ano e três meses, no dia 24 de julho de 2010, no conjunto habitacional Padre Roque, em Ponta Grossa. Borotto foi julgado no dia 14 de setembro de 2012, quando acabou condenado a 14 anos de prisão, em regime fechado. Ele recorria ao processo em liberdade e, ontem, foi surpreendido ao ser preso na sede do 2º Distrito Policial, onde iria realizar um Boletim de Ocorrência.
“Eu já sabia da condenação, deu 4 a 3. Mas eu estava recorrendo em liberdade e não sabia que havia sido expedido o mandado de prisão. Hoje, quando foi fazer o B.O. para receber o seguro DPVAT, a moça me disse que minha carteira de identidade estava bloqueada e que havia um mandado de prisão em aberto”, revela Borotto, momentos antes de ser transferido para a Cadeia Pública de Ponta Grossa, onde permanece a disposição da Justiça.
O delegado Marcus Vinícius Sebastião, titular do 2º DP, lembra que o crime teve grande repercussão em 2010. “Foi um caso que chocou até os policiais. O menino foi encaminhado ao Hospital da Criança e o pai e a mãe, de 16 anos, alegavam que ele havia caído do sofá, mas os médicos constaram que a criança tinha ferimentos incompatíveis ao causado por uma queda e chamaram a avó do menino, que fez a denúncia”, assinala.
De acordo com os médicos, a criança possuía diversos hematomas pelo corpo, fratura em uma das pernas e descolamento de retina. A denúncia do Ministério Público, afirma que Borotto teria arremessado o filho contra a parede. O homem foi denunciado por julgado e condenado por tentativa de homicídio duplamento qualificado: por motivo torpe e incapacitar a defesa da vítima, já que, o crime foi cometido contra uma criança de apenas um ano e três meses. Na época, a mãe da criança chegou a ser apreendida.
Homem alega inocência
Pouco antes de ser transferido, Borotto apresentou sua versão dos fatos. “Eu estava carpindo e minha esposa na época gritou para mim, disse que nosso filho estava com convulsão e que ele havia caído do sofá. Eu acreditei e acionamos o Siate, mas hoje, eu acho que foi ela quem o espancou”, alega. Hoje, a criança está aos cuidados da avó e anda arrastando uma das pernas devido aos ferimentos que sofreu no dia 24 de julho de 2010.
Informações do Jornal da Manhã.





















