Ônibus voltam a circular depois de 36 horas de greve | aRede
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Ônibus voltam a circular depois de 36 horas de greve

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| Autor: Gabriel Sartini

Afonso Verner

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Depois de 36 horas com 100% da frota parada, os ônibus do transporte coletivo voltaram a circular em Ponta Grossa - mais de 60 linhas já tem 30% da frota circulando. A ação foi tomada depois que a Viação Campos Gerais (VCG) conseguiu uma liminar na Justiça obrigando o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Passageiros Urbanos (Sintropas) a colocar uma frota mínima de ônibus nas ruas.

A liminar prevê que nos horários de pico (das 6 as 8h e das 17 às 19h) a frota de ônibus nas ruas seja de pelo menos 40% - com isso o número de linhas atendidas deve subir para mais de 80 linhas. O impasse entre a VCG e o Sintropas está na porcentagem de reajuste salarial dado aos trabalhadores - o Sindicato pede cerca de 21%, a empresa oferece cerca 7%.

De acordo com o presidente do Sintropas, Ricardo Peloze, enquanto a empresa não fizer uma nova proposta os ônibus devem seguir parados. “É um desrespeito por parte da empresa com os motoristas e cobradores. Se nenhuma proposta for feita, a greve não terá dia para acabar”, esclarece o presidente.

A VCG encerrou as negociações com o Sindicato e entrou com um pedido de dissídio coletivo - agora a negociação entre o Sintropas e a empresa será mediada pelo Ministério do Trabalho.

Usuários buscam opções

Com a greve do transporte coletivo mudando a rotina da cidade, os usuários do serviço tiveram que buscar opções para se locomover pela cidade. A Prefeitura autorizou que vans licenciadas fizessem o trajeto entre os terminais -  mas a medida acabou não emplacando e o trânsito ficou lento na cidade.

Vereadores buscam soluções

A paralisação dos trabalhadores da VCG também influenciou a discussão dos vereadores da cidade. A sessão de ontem (19/05) foi pautada pelo assunto na Câmara Municipal de Ponta Grossa. Para o vereador Taíco Nunes (DEM) as vans podem ser uma solução (até mesmo quando a greve acabar); já para o vereador Pietro Arnaud (PTB) a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) feita na Câmara foi insuficiente e não cumpriu seu papel.

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