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Orçamento da UEPG para 2017 será de R$ 246 milhões

Valores repassados as universidades estaduais estão previstos no orçamento do Governo. Verba de custeio é tida como “insuficiente”

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Afonso Verner

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Valores repassados as universidades estaduais estão previstos no orçamento do Governo. Verba de custeio é tida como “insuficiente”

A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) esperar um orçamento de R$ 246 milhões para 2017. O valor está previsto no orçamento do Governo do Estado e deve ser sancionado pelo governador Beto Richa (PSDB) nos próximos dias. Mesmo que a quantia pareça ser grande, a verba de custeio da UEPG está estimada em R$ 8 milhões, todo o restante será destinado para a folha de pagamento de professores e funcionários.

Os R$ 8 milhões previstos para o próximo ano são exatamente iguais ao valor já destinado para o custeio da UEPG em 2016. De acordo com o reitor da Universidade, Luciano Vargas, o valor não é suficiente para a manutenção das atividades da UEPG. “Temos nossas fontes próprias de arrecadação, como é o caso do vestibular e do PSS, mas caso tenhamos algum tipo de contratempo não há dinheiro sobrando para nada”, revela Vargas.

Vargas estima que o valor adequado para o custeio da Universidade no próximo ano giraria em torno de R$ 14 milhões. De acordo com o reitor, os serviços básicos da UEPG serão mantidos em 2017, mas obras e outros investimentos ficam “comprometidos”. “Nós teremos o dinheiro contado para os compromissos financeiros da instituição, mas investimentos e obras acabam sendo comprometidas nesse cenário de contenção”, contou Vargas.

O reitor conta que a UEPG terá que contingenciar algumas demandas para o próximo ano, mas as atividades da graduação e a pós-graduação serão mantidas. “Nós só vamos tomar conhecimento exato do valor do orçamento em janeiro, após a assinatura e sanção do governador”, explica Luciano. Caso a verba de custeio da Universidade seja mantida no valor de R$ 8 mi, Vargas explica que o caminho será buscar a suplementação dos recursos.

Mesmo diante da defasagem de pelo menos R 6 milhões na verba de custeio para o próximo ano, Vargas garante que a UEPG continuará funcionando. “Vamos conseguir manter a universidade em funcionamento dentro do mínimo possível, do limite mínimo de recursos, mas se, por exemplo, algum equipamento quebrar, nós não temos folga nenhuma no orçamento”, conta o reitor.

Governo iniciou corte em cargos de comissão

O Governo do Estado deve cortar 474 cargos em comissão e funções gratificadas nas Universidades Públicas do Paraná. O projeto para o corte de cargos e funções foi aprovado pela Assembleia Legislativa (Alep) no começo do mês – além do corte de 474 cargos, outros 718 cargos deverão ser extintos até o final de 2017.  Por lei, as Instituições Estaduais de Ensino Superior (IEES) poderiam utilizar 2.098 cargos em comissão. O quadro atual, contudo, aponta que existem 3.290 funções comissionadas nas sete universidades estaduais.  Responsável pela negociação com reitores das universidades estaduais para a extinção dos cargos em comissão, o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, destaca que a determinação do governador Beto Richa (PSDB) é continuar reduzindo as despesas.

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