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Beto anuncia nove projetos de R$ 800 milhões para PG

Governador ressaltou relação democrática com os novos prefeitos eleitos da região. Beto Richa também falou sobre investimentos para PG

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Afonso Verner

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Governador ressaltou relação democrática com os novos prefeitos eleitos da região. Beto Richa também falou sobre investimentos para PG

O governador Beto Richa (PSDB) concedeu uma entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã e Portal aRede. O gestor falou sobre os investimentos para Ponta Grossa, a relação com os novos prefeitos eleitos nos Campos Gerais e também sobre o compromisso com o pagamento de promoções do funcionalismo público em 2017. O governador também ressaltou a parceria com o prefeito Marcelo Rangel (PPS).

Para 2017, Richa (PSDB) afirmou que o Governo do Estado estuda nove projetos de investimentos para Ponta Grossa – juntas as iniciativas somam mais de R$ 800 milhões em verbas. O governador ressaltou que continuará atentando para as necessidades do município, principalmente para o setor de infraestrutura e pavimentação. Sobre o futuro político, Richa afirmou apenas que é cedo para fazer planos para 2018.

aRede: Governador, a partir de 2017 a região dos Campos Gerais contará com novos prefeitos. Como será a sua relação com os novos gestores dos municípios? Todos terão portas abertas na sua administração? O que o senhor vai prezar na relação com os prefeitos da região a partir do próximo ano?

Beto Richa: A mesma de sempre: com muito diálogo e respeito. Os novos gestores, que inclusive já estiveram conosco em recente encontro em Foz do Iguaçu, sabem que a diretriz de nossa gestão sempre foi o municipalismo. É nas cidades que as pessoas vivem e é onde precisamos investir para garantir o bem-estar de todos. Desde 2011, sempre trabalhamos ao lado dos prefeitos e prefeitas, sabendo das demandas e encontrando fórmulas, independente das oscilações da economia, para a realização de obras e de melhorias nos municípios. Com a parceria entre o governo do Estado e as prefeituras, venceremos dificuldades e garantiremos essas melhorias. Em 2017, disponibilizaremos R$ 1,5 bilhão aos municípios em todo o Estado, somados recursos a fundo perdido e linhas de financiamentos. Serão liberados R$ 300 milhões a fundo perdido para os municípios com menos de 50 mil habitantes, em recursos do Plano de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios a serem aplicados em projetos definidos pela população em audiências públicas.

aRede: Em Ponta Grossa o prefeito Marcelo Rangel (PPS) conquistou a reeleição. O senhor e o prefeito Rangel tem uma parceria estabelecida desde o começo do mandato dele em 2013. O senhor pretende dar continuidade a essa parceria?

Richa: Sim, esta parceria que deu muito certo continuará. O prefeito Marcelo Rangel realizou um ótimo trabalho em um município de especial importância para o Estado. Aliás, vamos intensificar todas as parcerias com prefeitos e prefeitas, independente das siglas partidárias, que nos ajudam a desenvolver econômica e socialmente o Paraná.

aRede: Sobre os avanços e conquistas para Ponta Grossa. Nos últimos seis anos o município tem recebido ampla atenção do Governo do Estado. Essa atenção deverá ter continuidade para o próximo ano? Existe algum investimento previsto para Ponta Grossa já no começo de 2017?

Richa: Em nosso governo, Ponta Grossa e a região dos Campos Gerais transformaram-se no segundo maior polo industrial do Estado, com mudanças significativas inclusive em seu jeito de viver, com transformações sociais importantes. Só com o Paraná Competitivo, foram R$ 10,7 bilhões em novos investimentos, com a criação de 2.280 empregos nos Campos Gerais. A cidade polo desta região, Ponta Grossa, teve uma transformação notável em todos os setores. Nosso trabalho neste sentido continua. Atualmente, temos nove projetos protocolados e em análise que deverão somar cerca de R$ 800 milhões em novos investimentos para o município. Queremos – e faremos de tudo - para manter o nível de desenvolvimento para Ponta Grossa, continuando um trabalho que se reverte em melhoria de qualidade de vida para os pontagrossensses. 

aRede: Pavimentação e obras de infraestrutura tem sido a marca da sua administração até aqui. Esse tipo de investimento deverá ser mantido no próximo ano?

Richa: Com toda a certeza, será mantido. Investiremos em recursos próprios mais de R$ 1 bilhão em infraestrutura, não só na construção ou recuperação de rodovias, portos, aeroportos, mas também em escolas, postos de saúde etc. Hoje, temos no Paraná a duplicação de 500 quilômetros de rodovias, a modernização e melhorias operacionais no porto de Paranaguá, reformas em terminais aeroportuários etc. Desde 2011, o Estado garantiu R$ 2,2 bilhões para 3,3 mil obras e ações urbanas, dando suporte aos prefeitos para que a população tenha melhor qualidade de vida. A infraestrutura nos proporciona meios concretos de desenvolver o Estado.

aRede: Recentemente o Governo do Estado conseguiu aprovar na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) o orçamento de 2017 estimado em R$ 56,9 bilhões. Mesmo diante da crise financeira e institucional no país, o Paraná vai conseguir investir no próximo ano? Se sim, quais serão as áreas prioritárias de investimento?

Richa: Devemos considerar que R$ 9 bilhões deste total estão comprometidos com a Previdência. Portanto, o orçamento fica com R$ 47,9 bilhões. Nossa projeção de investimentos para 2017 é de R$ 7,6 bilhões. Deste total, destinaremos R$ 4 bilhões para obras em todo o estado. Entre outras, em infraestrutura e serviços de saúde, educação e segurança de melhor qualidade.

aRede: O Orçamento também prevê o pagamento das promoções dos servidores estaduais no começo de 2017. Essa meta esta mantida?

Richa: Iniciaremos a implantação de progressões e promoções em janeiro. Queremos zerar esta dívida com os servidores o mais breve possível. Para isso, reservamos R$ 1,4 bilhão no orçamento do próximo exercício.

aRede: Governador, a sua administração realizou um ajuste fiscal tido como "essencial" por especialistas no setor para a manutenção do equilíbrio financeiro da máquina pública. No entanto, tal processo gerou desgaste político para o senhor e para o seu grupo político. Como o senhor avalia essa situação: o ajuste-fiscal foi uma boa ação do ponto de vista político?  O senhor entende ter saído fortalecido após esse processo?

Richa: Fiz o ajuste fiscal, que era necessário, com austeridade, determinação e coragem. Mexeu com a minha popularidade, a aprovação do governo caiu, mas entre a popularidade e o futuro do Paraná não tive dúvidas: fiquei com o meu Estado. Hoje, as pessoas estão vendo que o ajuste fiscal e as medidas de contenção de custos que tomamos eram absolutamente necessários. Aliás, o Paraná virou exemplo de boa gestão para todo o país. Há outras unidades da Federação que, infelizmente, não estão conseguindo inclusive pagar a folha salarial do funcionalismo.

aRede: Sobre 2018: o senhor já pensou qual será seu destino político? O Senado é um caminho que lhe interessa?

Richa: É prematuro comentar este assunto. O que pretendo é continuar administrando o Paraná com responsabilidade, austeridade e tendo o objetivo principal de atender as demandas dos 11 milhões de pessoas que vivem em nossos 399 municípios. Nas circunstâncias atuais, minha preocupação é só esta.

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