Operação mira grupo que fraudou R$ 55 mi da Receita | aRede
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Operação mira grupo que fraudou R$ 55 mi da Receita

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Operação acontece em seis cidades do Paraná. Organização criminosa causou prejuízo de R$ 55 milhões.

Uma organização criminosa suspeita de causar um prejuízo de R$ 55 milhões aos cofres públicos do Estado do Paraná e da União foi alvo de uma operação deflagrada na manhã desta terça-feira (13) pelo Departamento de Inteligência do Estado do Paraná (Diep) com apoio da Polícia Civil. Ponta Grossa era um dos pontos onde a quadrilha agia e dois contadores suspeitos de envolvimento com a quadrilha foram presos no município. Sengés, município na região dos Campos Gerais, era um dos locais onde os criminosos recrutavam os ‘laranjas’.

                A atuação do grupo criminoso começava ao recrutar pessoas de origem humilde para abrir empresas. “Essas empresas começaram a gerar dívidas e expediam-se notas fiscais até o travamento do sistema. Essas dívidas totalizaram R$ 44 milhões na Receita Estadual e R$ 11 milhões na Receita Federal”, explica o delegado Renan Barbosa Lopes Ferreira do Diep. Os ‘laranjas’ eram recrutados em Sengés e trazidos até Ponta Grossa. Os contadores responsáveis por abrir as empresas foram detidos na manhã desta terça-feira em Ponta Grossa. Cinco pessoas estão foragidas.

A ação policial, batizada como “Cereais”, acontece em Ponta Grossa, Londrina, Quatiguá, Santo Antônio do Sudoeste, Siqueira Campos e Francisco Beltrão. Cerca de 30 policiais civis vão cumprir sete mandados de prisão, outros seis de busca e apreensão e um de condução coercitiva – quando o investigado é levado para prestar depoimento. 

                Os alvos da operação são suspeitos dos crimes de estelionato, associação criminosa, falsificação de documento público, falsificação de documento particular, fraude processual, crime contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro. As penas somadas podem chegar a 30 anos de prisão.

De acordo com o delegado do Diep, a investigação continua para identificar suspeitos de envolvimento na quadrilha que atuam em Francisco Beltrão e Santo Antônio do Oeste. Em Siqueira Campos, diversos documentos da quadrilha e 15 carros de alto valor comercial foram apreendidos. A operação chegou a buscar os chefes da quadrilha em Quatiguá, no Norte do Paraná, mas apenas a esposa de um dos suspeitos estava na residência.

A investigação

A investigação, conduzida pelo delegado Renan Barbosa Lopes Ferreira, começou em julho deste ano após uma vítima procurar a polícia. O homem alegou que a quadrilha teria usado seus documentos para abrir a Pampas – comércio de cereais. Em pouco tempo, a empresa começou a acumular dívidas tributárias. 

De acordo com o levantamento feito junto às Receitas Estadual e Federal, a dívida da Pampas era de mais de R$ 8 milhões - Destes R$ 3,6 milhões com o Estado e de R$ 4,9 milhões com o Governo Federal. Dois contadores que faziam parte da quadrilha foram presos em casa, na cidade de Ponta Grossa. Eles eram responsáveis pela documentação que criava as falsas empresas, algumas delas registradas no endereço do próprio escritório de contabilidade. 

Durante a investigação, os policiais do Diep descobriram que a Pampas era apenas uma das empresas abertas de forma ilegal pela organização criminosa.

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