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Família de PG monta circo e retorna às origens

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Daniel Petroski

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Lona está armada ao lado da Biblioteca Municipal. Estreia aconteceu na noite de sexta-feira.

Foi com a intenção de passar o Natal em família que o Gipsy Circus se instalou em Ponta Grossa. Não entendeu nada? Vamos lá... O circo que acaba de chegar ao município, instalado ao lado da Biblioteca Pública Municipal Professor Bruno Enei, tem apenas seis meses de “vida”. Entre seus criadores estão integrantes da família Salgueiro, velhos conhecidos dos ponta-grossenses.

Os artistas moraram aqui por cerca de 15 anos até se mudarem para Curitiba. “Trabalhávamos em uma pizzaria que tinha a temática de Circo”, conta Jonatthan Salgueiro. Na capital do Estado resolveram alçar voos ainda mais altos. “Conseguimos adquirir uma lona e passamos a nos apresentar no estacionamento de shoppings curitibanos e também em alguns bairros. Com o sucesso junto ao público, decidimos colocar o pé na estrada”, afirma ele, já justificando o nome da trupe - “gipsy” na língua inglesa significa sinônimo, nômade, viajante.

Fora de Curitiba, Ponta Grossa é a primeira cidade que o Circo visita. “Temos nosso irmão que ainda vive aqui. É o Palhaço Picolé. Resolvemos unir o útil ao agradável neste final de ano”, explica Jonatthan.

Os artistas são a quinta geração de uma família europeia de destaque no mundo circense que migrou para a América do Sul há quase 100 anos. A trupe é composta, além de Jonatthan, por Daniele Garcia Schilive, Luara Salgueiro, Milena Vargas Salgueiro, Gilberto Salgueiro Filho, Gilberto Deable Salgueiro, Charne Potgieter, John e Sandra Salgueiro.

Os espetáculos acontecem de terça a sexta-feira às 20h30. Já no sábado e domingo são duas sessões – uma às 17h e outra às 20h30. O circo conta com diversas atrações. São elas malabarista, equilibrista, trapezista, contorcionista, argolas olímpicas, mágicos, palhaços, lira americana, Táxi Maluco e Globo da Morte. Alguns artistas possuem origem africana e holandesa. A estrutura tem capacidade para 300 pessoas por sessão.

História

Mesmo em tempos de rádio, TV e internet, o Circo ainda chama a atenção de muitos espectadores. Circulando por espaços da cultura erudita e popular, a arte circense impressiona pela grande variabilidade de atrações. De fato, o Circo demorou até chegar à forma sistematizada que conhecemos. Somente no século XVIII é que o picadeiro e as mais conhecidas atrações circenses foram se consolidando. Historicamente, na China, vários contorcionistas e equilibristas apresentavam-se para as autoridades monárquicas. Em Roma, o chamado “Circo Máximo” era o local onde as massas plebeias reuniam-se para assistir às atrações organizadas pelas autoridades imperiais.

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