Asilo continua aberto apesar de irregularidades

A operação realizada pela Guarda Municipal na manhã de terça-feira (13), com o resultado do fechamento de um asilo clandestino, expôs à sociedade uma realidade terrível vivida por alguns idosos desamparados pelos seus familiares. Imagens feitas pelo órgão, durante a ação, revelam a falta de infraestrutura da casa onde essas pessoas estavam vivendo. Uma foto mostra uma mulher sentada em meio a uma poça de sangue com os seios expostos e em situação degradante.
Apesar da denúncia da Guarda Municipal e do procedimento da Polícia Civil comprovando as irregularidades, a casa continua aberta sem receber a fiscalização dos órgãos competentes. A Vigilância Sanitária e nem a Secretaria de Assistência e Ação Social enviaram equipes ao local para certificarem-se da situação. Os moradores da região devem encaminhar denúncia formal ao Ministério Público, exigindo providências.
Proprietária assume ilegalidade
A proprietária do asilo foi encaminhada, junto com os outros envolvidos, para a 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa. A mulher disse que tentou regularizar o abrigo em 2013, mas o excesso de taxas e requisitos fez com que ela desistisse. “Eles queriam que eu montasse um mini hospital”, contou.
Segundo a dona do asilo, ela tinha ajuda de mais duas pessoas para cuidar dos quatro ‘hóspedes’. “Eles tomavam todos os remédios certinhos e eram visitados pela família. Essa moça [a mulher que tentou suícidio] que fez tudo isso chegou ontem (12/05) e ia ficar só alguns dias”, contou a proprietária.
Autuada por maus tratos
O delegado Maurício Souza da Luz foi o responsável por atender a ocorrência e contou que a dona do estabelecimento será autuada por maus tratos aos idosos. “Com as imagens feitas pela Guarda Municipal e com o depoimento de um dos envolvidos já foi possível entender que houve maus tratos”, explicou o delegado.
A dona do estabelecimento ainda seria ouvida pelo delegado e já estava sendo orientada por um advogado. A mulher deve ser autuada no artigo 99 do Estatuto do Idoso e pode responder de 2 meses a dois anos em regime fechado.





















