Prefeitura precisa economizar R$ 5 mi até o final do ano
Valor é necessário para que o município ‘feche’ as contas. Secretário prevê ano ‘difícil’ financeiramente em 2017

Valor é necessário para que o município ‘feche’ as contas. Secretário prevê ano ‘difícil’ financeiramente em 2017
A Prefeitura de Ponta Grossa não foi obrigada a fechar hospitais, não atrasou salário de servidores e nem cortou serviços públicos básicos oferecidos à população. No entanto o diagnóstico não é somente positivo: o município teve que ‘apertar os cintos’ na reta final de 2016 e as medidas de contenção de gastos foram tomadas em um momento crucial. A dispensa de estagiários, exoneração de comissionados e o corte de horas extras devem gerar cerca de R$ 5 milhões em economia até o final de dezembro.
Com a dispensa de mais de 400 estagiários, exoneração de comissionados e a proibição, via decreto, de horas-extras até o dia 31 de dezembro, a expectativa é que o município economize cerca de R$ 2 milhões. O Poder Executivo também espera economias nos insumos da própria máquina pública. Com menos servidores em atividade, a expectativa é que a conta de luz e o uso de produtos básicos de escritório deve diminuir – por mês a Prefeitura paga cerca de R$ 800 mil reais de conta de luz, por exemplo.
Mesmo diante da futura economia e da manutenção dos serviços básicos, o secretário de Gestão Financeira, Odaílton de Souza, acredita que o ano de 2017 não será dos mais simples. “Precisamos de uma estabilidade política para que o país volte a crescer, caso contrário os municípios e a população continuarão sofrendo”, conta Odaílton que ressalta que, mesmo diante das dificuldades, o município tem honrado com os compromissos mais importantes.
“Nossa prioridade sempre foi o pagamento dos funcionários e a manutenção da saúde e da educação”, conta Odaílton. No entanto a Prefeitura tem dívidas significativas com fornecedores e outras “demandas reprimidas” que aguardam pagamento. “Nós não podemos pensar que somos uma ilha, a crise também afetou nosso município”, esclarece Souza. Além das quedas de repasses federais e estaduais, o município também tem sido afetado pela inadimplência.
A dívida dos munícipes com a Prefeitura, principalmente quando o assunto é o pagamento do IPTU, cresceu de maneira exponencial nos últimos quatro anos: no começo do mandato de Rangel em 2013, 23% dos donos de imóveis não haviam pago o IPTU, esse ano o número de devedores passou dos 40%. “É uma conta simples: se as pessoas não pagam a Prefeitura, o Poder Público não tem como pagar os fornecedores”, conta o secretário.
Além do gasto de R$ 800 mil mensais com energias elétricas, o município também tem investimentos significativos no uso de combustíveis, por exemplo, que custa cerca de R$ 300 mil por mês. Diante disso, a Prefeitura também deverá iniciar uma racionalização nos trajetos dos carros oficiais até a ‘normalização’ do fluxo de caixa. “Essas são medidas para manter a situação controlada”, explica o secretário.
Prefeitura encontrou soluções ‘caseiras’
Diante da dificuldade de arcar com todos os compromissos financeiros, o Poder Executivo tem encontrado soluções ‘caseiras’ para problemas internos. Um dos casos citados por Odaílton foi a suspensão da entrega de marmitas no Parque de Máquinas – a empresa suspendeu o serviço por falta de pagamento. Com isso, o município se viu obrigado a resolver o problema com um atitude interna: atualmente os servidores do Parque de Máquinas estão recebendo marmitas feitas no Restaurante Popular. O contrato com a empresa custava para a Prefeitura o valor de R$ 1,8 milhão ao ano.
Estagiários só serão recontratados em 2017
Nessa quinta-feira (01) a Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PMPG) liberou 400 estagiários de diversos setores. Odaílton de Souza afirma que a expectativa é que a liberação gere uma economia de até R$ 400 mil por mês. Com isso, o município só deverá iniciar a recontratação dos estagiários a partir de fevereiro de 2017. No entanto, várias secretarias já pediram a permanência dos estudantes nas repartições públicas. Odaílton sustenta que a medida foi necessária para a manutenção da “saúde financeira” do município e para o fechamento das contas de R$ 2016.





















