Câmara decide hoje futuro da Münchenfest

A Câmara de Ponta Grossa decide hoje o futuro da Münchenfest e demais festas tradicionais do município. O projeto de lei da bancada cristã que proíbe o apoio da Prefeitura a eventos onde haja a comercialização ou distribuição de bebidas alcoólicas volta à pauta do Legislativo, após um mês de molho. Na última votação, a lei polêmica foi aprovada com apenas um voto de vantagem.
Para reduzir os impactos da lei e ganhar tempo, os vereadores contrários à proposta fizeram duas emendas e adiaram a segunda votação. Desde sua aprovação, a iniciativa tem sido alvo de juristas e entidades, que consideram haver abuso e inconstitucionalidade na proposta da bancada.
Caso seja aprovada, a lei passa pela sanção do prefeito e entra em vigor ainda neste ano. Não só a München deve ser inviabilizada pelo projeto. Eventos como a Festa da Uva, a Exposição Feira Agropecuária Industrial e Comercial de Ponta Grossa (Efapi) e o próximo carnaval de rua também estão ameaçados pela proibição. Ocorre que, sem repasses municipais, entidades organizadoras dos eventos consideram impossível dar andamento às festas populares.
No início do ano, o atraso no repasse às escolas de samba quase comprometeu o carnaval em Ponta Grossa. Em dezembro de 2013, a bancada cristã já havia tentado barrar a verba de R$ 45 mil para a Liga das Organizações Carnavalescas do município, mas não obteve sucesso.
Embora o discurso do líder da bancada, vereador Pastor Ezequiel Bueno (PRB), tenha mudado após as críticas contra a proibição e, hoje, o vereador alegue que não pretende inviabilizar a München, durante várias discussões na Câmara o parlamentar reprovou a realização da festa. Em novembro, quando veio a público uma lista com o custo dos shows, o pastor já havia destacado aos colegas que estava em trâmite um projeto que acabaria com o evento.
Ezequiel alega que o álcool é a principal causa da violência e, em várias ocasiões, tem destacado o apoio de pastores de várias igrejas ao projeto. O argumento sustentado pela bancada é que, sem investimentos nas festas que tenham bebidas alcoólicas, a Prefeitura poderia promover melhorias na saúde e na educação.
A votação decisiva desta segunda-feira promete ser apertada e deve surpreender. Três novos vereadores participam da análise do projeto da bancada.
Informações do Jornal da Manhã.





















