Prefeitura de PG firma compromisso para quitar atrasos com entidades sociais
Representantes das instituições mostraram descontentamento com a proposta do Poder Público de manter o valor do repasse para 2016

Representantes das instituições mostraram descontentamento com a proposta do Poder Público de manter o valor do repasse para 2016
Representantes das entidades sociais e da Prefeitura de Ponta Grossa discutiram nessa terça-feira (29) os valores repassados às instituições que prestam serviços no setor social na cidade. O Poder Público apresentou uma proposta de manter o valor investido em 2016 e propôs um repasse de R$ 14 milhões para o próximo ano, além de se comprometer a colocar em dia até o próximo dia 20 os valores em atraso. A proposta não agradou as instituições do setor que se disseram frustradas após a reunião.
Segundo Laertes Freitas, presidente da Associação das Entidades Assistenciais de Ponta Grossa, as lideranças do setor ficaram decepcionadas com a proposta do Poder Público. “A Prefeitura chegou com o valor fechado e sem nenhuma flexibilidade para debater o tema, isso nos irritou muito, ainda mais diante dos frequentes atrasos no pagamento das instituições conveniadas”, contou Freitas.
Mais de 40 entidades têm convênios com a Prefeitura para participar do atendimento no setor social. Laertes sustenta que muitas instituições têm sofrido com a falta de “comprometimento” do Pode Público nos repasses. Via assessoria de imprensa, o secretário Rodrigo Labiak sustentou que o município tem apresentado esforços para conseguir arcar com os compromissos mantidos com o setor.
Segundo Labiak os valores estão de acordo com a realidade vivida pelo país e pelo município, em termos financeiros. “As entidades compreenderam que vivemos um momento em que aumentar os valores repassados não faz parte da realidade de nenhum município do nosso país. O Município, por outro lado, não irá reduzir os valores dos repasses, mas sim manter para o próximo ano os mesmos valores deste ano”, comentou Labiak.
Os representantes da entidade cobram um reajuste de cerca de 10% do valor total, somando um repasse de R$ 15,4 milhões para 2017. Segundo Laertes, diante dos vários aumentos nos insumos utilizados no atendimento, muitas instituições não tem tido mais condições de manter o padrão do serviço oferecido. “Nós fazemos um serviço fundamental e não temos tido um tratamento respeitoso”, criticou Laertes.
Entidades não refutam encerrar parceria
Com a proposta de apenas manter o repasse para o setor em 2017, sem qualquer tipo de reajuste, Laertes não descarta a possibilidade de algumas instituições não participarem mais de convênios com o Poder Público municipal. “O custo do serviço tem sido insustentável mesmo para entidades que não visam o lucro, visam apenas ajudar o próximo, por isso não descarto a possibilidade de que algumas instituições deixem o convênio”, comentou Soares.
Projeto da Prefeitura possibilita ampliação de recursos
Em julho desse ano o Poder Executivo Municipal aprovou e implementou o programa ‘Empresa Solidária’, que permitia que as companhias destinassem o pagamento de recursos para os repasses feitos para as entidades. O projeto deu fôlego aos repasses de recursos ao setor e, de acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, o Ministério Público apresentou uma recomendação administrativa para que a iniciativa seja mantida no próximo ano.





















