Doação de medula óssea é desafio em Ponta Grossa

Pioneira da causa do município diz que algumas questões precisam ser melhor debatidas.
Com a proximidade da Semana Municipal de Incentivo à Doação de Medula Óssea, instituída pela lei 8.638 para o início do mês de dezembro em Ponta Grossa, o assunto volta a ser discutido. Pioneira no município, Josefa Schimit, representante da Organização Não Governamental (ONG) “Você Consegue”, afirma que alguns pontos ainda precisam ser melhor discutidos sobre o tema. “Entre eles está à portaria 844/2012, que impõe limites para doações de medula óssea em regiões do país”, relata. De 200 cadastros disponíveis, a região sul foi limitada para apenas 100 ao mês.
Nesse sentido, Josefa aguarda o retorno do pedido de uma reunião com o Ministro da Saúde, Ricardo Barros, para tentar reverter à situação. “Essa resposta deve chegar até quarta-feira”, destaca. Recentemente, a convite do deputado estadual Márcio Pauliki, ela esteve na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) para pedir apoio à causa.
O transplante de medula óssea é o tratamento proposto para certas doenças que afetam as células do sangue. O procedimento consiste em substituir uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma medula saudável. O transplante pode ser autogênico, quando a medula vem do próprio paciente, ou alogênico, quando vem de um doador. O transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea, obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical.
Tratamento
As doenças que podem ser tratadas com esse tipo de transplante são leucemias, linfomas e anemia aplástica, recuperação após radioterapia e quimioterapia, desordens genéticas como a imunodeficiência severa combinada e deficiências genéticas





















