Preocupação com ataques de animais cresce com o calor

Entre as maiores preocupações estão os ataques com animais peçonhentos – escorpião, cobra e aranha marrom.
Até o final de semana, Ponta Grossa havia contabilizado 91 ataques e/ou incidentes de animal/insetos, segundo o relatório de ocorrências do 2º Grupamento do Corpo de Bombeiros. Esse número supera todos os registros de 2015, quando se chegou a um total de 82 casos.
Especificamente em relação aos animais peçonhentos – escorpiões, cobras e aranhas (principalmente a marrom) -, a preocupação cresce, visto o aumento nas temperaturas com a proximidade do verão. No mês passado, um homem perdeu a vida após ser picado por uma cobra no distrito de Itaiacoca. A vítima, de 28 anos de idade, chegou a ser socorrida, mas morreu depois de dar entrada no Pronto Socorro Municipal (PSM). Ele ficou inconsciente, apresentando náuseas e taquicardia.
Para evitar as ocorrências com animais peçonhentos é necessário adotar alguns cuidados, como se proteger com luvas e botas – vale tanto para trabalhadores rurais quanto urbanos.
Nas residências, deve-se manter limpo o ambiente interno e externo, vedar frestas e buracos nas paredes, assoalhos, forros e rodapés, instalar telas em portas, janelas e ralos, além de olhar com atenção os calçados antes de vesti-los.
Os animais peçonhentos são aqueles que produzem veneno e possuem órgãos especializados para injetar esse veneno. Os animais venenosos também produzem veneno, mas não possuem meio para injetá-lo. Neste caso, o envenenamento acontece por contato ou ingestão.
Se a pessoa for mordida ou picada por algum animal, é preciso buscar imediatamente um serviço médico. O ideal é que o bicho seja capturado, mas sem se expor ao perigo.
Deve-se evitar usar garrote (torniquete ou faixa utilizados para interromper a circulação de um membro ou parte dele para conter hemorragia), passar substâncias no local atingido e ingestão de bebidas alcoólicas.
Épocas do ano
Nesta época do ano a presença de cobras e escorpiões é mais comum. Apesar disso, a aranha marrom também marca presença, pois o seu ciclo ocorre durante todo o ano. Já as lagartas aparecem com mais frequência entre os meses de fevereiro a abril.
Números têm queda no Paraná
Pelo Paraná, o número de ocorrências desta natureza chegou a 7.416 casos em 2014. Nos anos anteriores, 2012 e 2013, foram registrados 9.326 e 10.953, respectivamente. Parte dessa redução está atrelada as campanhas realizadas pelo Governo do Estado, principalmente na área litorânea. De acordo com os responsáveis, a divulgação de informações, principalmente das prevenções, auxilia a população.





















