Educação e 'TI' lideram geração de emprego em 2015
Entre esses dois setores, ainda está o segmento de arte, cultura e esporte, todos eles com mais de 10% de crescimento

O número de trabalhadores formais empregados em Ponta Grossa caiu 2,5% no ano passado. Números da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), revelados há pouco mais de um mês pelo Ministério do Trabalho, apontam que o número de 88,3 mil trabalhadores com carteira assinada caiu para 86,1 mil, representando o fechamento de 2.210 postos de trabalho. O número, porém, fica acima da média nacional, onde o nível de emprego formal apresentou queda de 3,05% em relação ao estoque de trabalhadores formais de 2014 – uma baixa de 1,5 milhão de empregados.
O relatório permite uma avaliação mais ampla, setorizada por profissões, através da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Os números são divididos por setores, 19 no total. Desses, dez apresentaram queda, enquanto que nove tiveram crescimento em Ponta Grossa. Três setores, inclusive, tiveram um crescimento acima de 10% no quadro de funcionários. A que mais gerou vagas foi a ‘educação’, com uma ampliação de 14,94% no número de registrados, seguida pelo setor de ‘artes, cultura, esporte e recreação’, com alta de 11,1% e o setor de tecnologia da informação e comunicação, cujo crescimento foi de 10,49%. O setor de ‘serviços domésticos’ cresceu 29,4%, mas sua representação é pequena no total, já que o número de registrados passou de 17 para 22. No caso da educação, houve um aumento de 4.718 para 5.423 funcionários (705 a mais).
Osni Mongruel Junior, diretor presidente do Sindicato das Escolas Particulares da regional Campos Gerais (Sinepe), avalia que esta alta está relacionada a dois principais fatos: investimentos realizados e uma conscientização da população. “No ano passado, houve o advento de novas instituições de ensino na cidade, e também a ampliação das que já estavam em atividade. Faculdades que tinham cursos com menos períodos e ampliaram, contratando mais professores e funcionários. E a educação tem demandado mais funcionários e algumas escolas inauguraram espaços novos”, resume. Já a conscientização se refere à educação como um investimento para o futuro. “Nesse momento de crise, há sim uma redução nas contratações de maneira geral, mas o brasileiro está começando a entender que o investimento na educação de qualidade é uma segurança para esses momentos de crise, já que estarão mais bem preparados”, completa.
Já no setor de Tecnologia de Informação, o número de contratados passou de 782 para 864. Adriano Krzyuy, Diretor de Tecnologia da empresa DF Systems e vice-presidente da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação do Paraná (Assespro), afirma que o setor se sobressai em momentos de crise. “Na crise, as empresas acabam investindo em tecnologia, justamente porque buscam soluções como a redução de custos. Isso fomenta o segmento e é um dos setores que por último sai da crise”, afirma, relatando que, neste ano, o setor permanece contratando.
Construção civil e comércio fecham mais vagas no ano
A construção civil foi o setor que teve a maior retração em 2015 em termos percentuais. Se, em 31 de dezembro de 2014, Ponta Grossa tinha 6.547 trabalhadores empregados na construção, enquanto que em 31 de dezembro de 2015, 5.640 – baixa de 13,85%. Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Ponta Grossa e região, Helmiro Bobeck, isso se refere ao ciclo industrial e à habitação. “Um dos fatores foi a Ambev, que era muito grande, e, ao final da obra, foram demitidos. Outro foi a diminuição do Minha Casa, Minha Vida, que tinha grandes obras”, resume. Em números absolutos, no entanto, o comércio, que tem o maior número de empregados entre os setores, foi o que mais demitiu, num total de 1.293 trabalhadores. A queda de 24.555 para 23.262 trabalhadores representa uma retração de 5,27%. O segundo maior setor, a indústria, teve uma queda de 4,8%, com o fechamento de 787 vagas (16.128 trabalhadores contra 15.341 trabalhadores).
Administração pública lidera número de empregados
Entre os 700 subsetores registrados, o que possui o maior número de empregados é o da ‘administração pública em geral’, com 8.166 empregados com carteira assinada. Na segunda colocação aparecem os registrados na profissão de transportador rodoviário de carga, com 3.932 registrados. Logo depois, quase empatados, aparecem os trabalhadores registrados em ‘ensino superior’, com 2.986 pessoas, e os trabalhadores em ‘mercados’, com 2.945 trabalhadores.





















