Associações de PG recebem por dia 5,5 mil kg de recicláveis | aRede
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Associações de PG recebem por dia 5,5 mil kg de recicláveis

Acamaruva funcionara em um barracão em Uvaranas
Acamaruva funcionara em um barracão em Uvaranas -

Andre Packer

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Cooperativa dos agentes ambientais deve começar a funcionar em 2017. 

                Quatro associações são responsáveis por receber 5,5 toneladas de materiais recicláveis por dia em Ponta Grossa, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Acamaruva, em Uvaranas, Acamaro, em Vila Oficinas, Arres, no Jardim Borato, e Acamaru, no Jardim Monte Carlo, possuem 90 agentes ambientais no total. Tais profissionais recebem os materiais recicláveis obtidos no município através do programa Feira Verde, que troca 3 kg de recicláveis por 1 kg de alimentos, e realizam os procedimentos necessários para que eles sejam reaproveitados e vendidos.

                Desde abril deste ano, quando a coleta seletiva começa a funcionar em cinco bairros de Ponta Grossa, a quantidade de lixo destinado para as associações apresenta um aumento. Nas demais regiões da cidade, a Secretaria de Meio Ambiente disponibiliza pontos de coleta de materiais recicláveis, como escolas estaduais, CMEIs e mercados. A secretária de Meio Ambiente, Patrícia Tuma Hilgemberg, reconhece como "insalubre" a situação de trabalhadores em algumas associações.

                Para melhorar as condições de trabalho dos agentes ambientais, a Secretaria de Meio Ambiente deve concretizar em 2017 uma cooperativa para os trabalhadores. O projeto foi protocolado em 4 de agosto de 2014 no Ministério Público, mas os funcionários das associações não aceitavam as condições. Em outubro de 2016, os agentes concordaram com a proposta da construção de uma cooperativa que funcionará em Vila Oficinas – na atual sede da Acamaro.

                Em outubro, o Jornal da Manhã e o Portal aRede denunciaram as más condições de trabalho dos funcionários da Acamaruva. Os trabalhadores não utilizavam equipamentos de proteção individual (EPI), comiam em meio ao lixo e as condições de higiene eram descuidadas. Em junho de 2015, o Ministério Público divulgou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) que confere ao município de Ponta Grossa a obrigatoriedade em disponibilizar local, instalações, treinamentos e equipamentos adequados para os catadores. O documento destaca que a Prefeitura deve providenciar treinamento e disponibilizar EPIs para os funcionários. A segurança e proteção à saúde dos funcionários também são mencionados no documento do MP.

                A Secretaria de Meio Ambiente alega que a utilização dos EPIs é incentivada, através de palestras e cursos, e cobrada sempre que representantes da Prefeitura vão até os barracões. "Foram compradas botas, aventais, luvas, e todos materiais necessários. Eles querem a facilidade e muitas vezes não tem a noção de que pode acontecer um acidente de trabalho. Os trabalhadores preferem não utilizar os equipamentos", defende a coordenadora das associações Jussara Aparecida Borgo. O Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema), através das redes sociais, declarou que se mobilizará para a efetivação do TAC e apoiar as cooperativas de catadores.

Secretária aponta culpa da população

"Se a população separasse de forma correta, a situação não estaria insalubre. Então a culpa não é do poder público. A culpa é da sociedade que não faz a segregação correta. Eles (catadores) não teriam que separar o lixo do material reciclável. No final da tarde a PGA (Ponta Grossa Ambiental) precisa passar para pegar o lixo nas associações, porque a população não tem a consciência que aquilo é matéria prima para esses trabalhadores. A insalubridade é por conta do material que chega misturado", aponta a secretária Patrícia Tuma Hilgemberg. De acordo com a secretária, muitas sacolas entregues na Feira Verde apresentam lixo normal e não o reciclável.

Cooperativa deve melhorar renda e condições de trabalho

A consolidação de uma cooperativa para os catadores de materiais recicláveis deve melhorar as condições de trabalho e aumentar a renda dos trabalhadores em Ponta Grossa. Os cooperados terão direito a meio salário mínimo, creche para os filhos, cadastro na Previdência Social e prioridade na fila da Companhia de Habitação de Ponta Grossa (Prolar). No dia 24 de janeiro, os presidentes das associações se reúnem com representantes do Ministério Público para definir os últimos acertos em relação à legalização da cooperativa.

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