Acadêmico da UEPG apresenta aplicativo para deficientes visuais
Aplicativo de celular desenvolvido por equipe de empreendedores facilita o acesso de pessoas cegas ou com baixa visão na leitura de textos impressos.

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Aplicativo de celular desenvolvido por equipe de empreendedores facilita o acesso de pessoas cegas ou com baixa visão na leitura de textos impressos.
O acadêmico de Engenharia de Software da UEPG, Thiago Henrique Teixeira de Almeida esteve, nesta terça-feira (22 de novembro), em visita ao Reitor Carlos Luciano Sant’Ana Vargas, para apresentar o aplicativo de celular desenvolvido para facilitar a inclusão social das pessoas com deficiência visual, proporcionando melhores condições de acesso à informação, ao conhecimento e à cultura. Ele esteve no encontro com o Reitor acompanhado dos professores Maria Salete Marcon Gomes Vaz, diretora do Setor de Ciências Agrárias e de Tecnologia (Scate); Miguel Archanjo de Freitas Júnior, pró-reitor de Graduação; e de Milton Aparecido Anfilo, titular da Coordenadoria de Auxílio e Orientação ao Estudante (CAOE).
Thiago Henrique explica que o aplicativo surgiu em meio aos projetos idealizados durante o evento “Hackathon de Acessibilidade” sediado pelo escritório regional do Sebrae-PR em Ponta Grossa, na ACIPG, nos dias 11, 12 e 13 de novembro de 2016. A maratona de três dias reuniu profissionais de tecnologia da informação para a busca de soluções para o tema acessibilidade. O startup Blass – aplicativo de acessibilidade nasceu na maratona e foi desenvolvido por uma equipe de empreendedores que reuniu, além de Thiago Henrique, os alunos de Engenharia de Software Fábio Meira de Castro e Gustavo Marcelino Veiga (UEPG), Anny Beatriz Navarro – aluna de Ciência da Computação da UTFPR; e Bruno Vieira de Lima, da área de Marketing.
Primeira Versão e Sonho
Ao longo de 40 horas a equipe trabalhou continuamente para tornar realidade o aplicativo de celular que converte textos impressos em áudio, permitindo para as pessoas que têm alguma limitação à leitura a capacidade de ler qualquer texto. “Nós nos empenhamos no desenvolvimento do aplicativo para ajudar as pessoas com deficiência visual a poder ler textos impressos”, assinala Thiago. O acadêmico explica que a primeira versão do aplicativo Blass funciona de maneira simples, dizendo: “Basta tirar uma foto do texto que ele é pronunciado por um sintetizador de voz sofisticado que conta com cadência e entonação que proporcionam a experiência de fala natural”. A equipe tem outro sonho que é desenvolver óculos inteligentes com tecnologia de comando de voz e descrição de imagens. “A vontade está em promover o conforto ideal e satisfazer os usuários mais exigentes como aqueles com baixíssima acuidade visual ou cegueira total”.
A primeira versão é disponível apenas para iphone, mas a equipe trabalha no desenvolvimento de outra versão para o Android, sistema operacional móvel do Google. Para Thiago Henrique, a parte mais difícil no desenvolvimento do aplicativo no ambiente da maratona refere-se à pressão das poucas horas disponíveis para se chegar a uma solução digital que pudesse contribuir ainda mais para a aproximação de pessoas cegas ou com baixa visão de leituras de textos impressos. O acadêmico ressalta que, atualmente, nos meios eletrônicos a pessoa com deficiência visual conta com o suporte de softwares sintetizadores de voz e livros acessíveis nos formatos Braille, fonte ampliada, áudio e Daisy. Mas registra que, entretanto, nos meios físicos/impressos dependem da linguagem Braille ou de pessoas que realizem a leitura, a exemplo dos ledores em processos seletivos e vestibulares.
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