Madero projeta ampliar rede em 150%
Atualmente com 80 restaurantes, grupo paranaense, que possui sede fabril em Ponta Grossa, terá expansão grande em dois anos

Crise. Uma palavra de apenas cinco letras que já assustou e segue amedrontando grande parte dos empresários e empresas. Não o Madero. Grupo paranaense que atua no ramo alimentício, fundado pelo Prudentopolitano Luiz Renato Durski Junior, agora mundialmente conhecido apenas por ‘Chef Junior Durski’, e que possui sua unidade fabril em Ponta Grossa, tem um projeto de crescimento muito maior que o do PIB chinês ao quadrado: mais que duplicar o número de restaurantes em apenas dois anos, ao passar de 85, ao final deste ano, para 200 até o final de 2018. Para isso, haverá a necessidade, também da consolidação de novos investimentos, para a expansão e aprimoramento da produção em Ponta Grossa.
Para que seja possível a concretização desse projeto, a empresa está buscando investidores. Conforme revelou Durski, em recente entrevista ao Estadão, a intenção é vender 20% da empresa. O objetivo é obter R$ 120 milhões até o final do próximo ano – investimento o qual seria praticamente inviável se feito com capital próprio, principalmente diante do crescimento anual de 55% nos últimos anos, o que já demandou grande aporte, tornando o Madero como a 14ª empresa que mais cresceu no país desde 2013, segundo ranking da Delloite.
Ponta Grossa ficará com uma parte representativa dos investimentos do Grupo. Além dos R$ 28 milhões já aplicados na fábrica atual, o Madero construirá uma nova fábrica no município. Será ao lado das atuais instalações, no Distrito Industrial, em um terreno de mais de 20 mil m² doado pela Prefeitura. A assessoria de imprensa confirmou que o investimento será de R$ 25 milhões, com a previsão de início ainda para este ano, e a conclusão até o final do segundo semestre do próximo ano.
Como Durski já havia confirmado em entrevista ao JM, a fábrica nova será uma espécie de ‘reserva’ da primeira: ela terá a capacidade de fabricar tudo o que a primeira produz. Quando concluída, haverá uma separação do que será produzida em uma e o que será produzida na outra. Atualmente, todos os produtos do grupo, como os hambúrgueres, molhos, temperos, pães, sobremesas, entre outros, são fabricados em Ponta Grossa. “Somos verticalizados, o que gera vantagens. Mas o problema é que estamos com todos os ovos na mesma cesta. Se, por exemplo, tiver um incêndio na fábrica, paramos todos os restaurantes no Brasil”, descreveu. A nova unidade terá 5 mil m² e contará com o setor administrativo na parte superior.
Faturamento atingirá R$ 724 mi em 2017
O grupo fechou 2015 com um faturamento de R$ 334,5 milhões. Para 2016, a perspectiva é fechar o ano com R$ 441 milhões em vendas. Esse valor é cem vezes maior que os R$ 4,2 milhões registrados em 2012, quanto possuía sete restaurantes. Na expansão, foram abertas franquias, o que não deverá ser repetido para as próximas inaugurações. Para alcançar a meta de 200 restaurantes, serão abertas 40 unidades no próximo ano (média entre três e quatro por mês), e outras 75 em 2018. O foco na expansão será na região Sul e Sudeste do Brasil. Para o próximo ano o faturamento previsto é de R$ 724 milhões, quando o grupo deve ter 4 mil funcionários – quase 20 vezes mais que os 220 registrados em 2012.
Inaugurações
No atual momento, o Madero possui 80 restaurantes, e tem um cronograma com cinco inaugurações marcadas até o final deste ano. Entre elas estão Steak Houses (restaurantes) no Morumbi Shopping (São Paulo) e Salvador Shopping (Bahia); além de Contêineres em Canoas, no Rio Grande do Sul, e em Águas Claras, no Distrito Federal





















