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Diretor do IML critica falta de apoio do Estado

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O diretor do Instituto Médico Legal de Ponta Grossa, Igor Azevedo, concedeu uma entrevista para o Portal aRede, na manhã desta quinta-feira (08) e criticou a falta de estrutura e pessoal da instituição gerida pelo Estado do Paraná. Reclamações frequentes estão vindo à tona, o que causa preocupação. Uma família que teve o corpo de um ente querido recolhido pelo IML alegou ter esperado quase 15 horas para o corpo ser liberado para o velório.

Para o diretor, o problema é a falta de pessoal, que sobrecarrega os funcionários. "Nós estamos em cinco médicos, quando precisaríamos no mínimo de oito para atender toda a demanda de maneira satisfatória", disparou. Azevedo, que também é médico, disse que ele próprio já passou por situações de extremo desgaste por conta da carga de trabalho. "As pessoas cobram velocidade, mas não entendem que nós passamos até três dias de plantão, ou seja, passamos até três dias seguidos acordados por falta de pessoal. Uma pessoa normal consegue ficar três dias seguidos acordado?", questionou.

Ele ainda explicou como funciona a rotina da instituição. "Nós temos um prazo de até seis horas para liberar um corpo. Mas isto não é uma regra, é uma recomendação. Em via de regra não temos um tempo máximo. Temos que investigar as causas da morte e construir um laudo", resumiu.

Sobre o caso da dona Maria Joana Vargas, Azevedo entende a reclamação, porém, pede paciência para entender os problemas da instituição. "Nós costumamos liberar o corpo durante a madrugada. Mas existem casos e dias que isto não é possível", finalizou.

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