Aliel fala em “manobra” após adiamento de votação
Deputado federal afirmou que “partidos e deputados” tem interesse em barrar a votação das 10 medidas contra a corrupção
Deputado federal afirmou que “partidos e deputados” tem interesse em barrar a votação das 10 medidas contra a corrupção
A votação das 10 medidas contra a corrupção (PL 4850/16) foi adiada mais uma vez – o debate deverá ocorrer apenas na próxima terça-feira (22). O adiamento foi provocado por falta de quórum por parte dos integrantes da Comissão Especial que analisa o PL. O deputado federal Aliel Machado (REDE), integrante da comissão, afirmou que o adiamento é fruto de “uma manobra política”.
Em entrevista a imprensa, Aliel não poupou crítica aos faltosos. “Nós entendemos que existe uma manobra por parte de partidos e também de deputados, não há interesse por parte deles”, disparou o deputado. Aliel disse ainda que entende que a discussão sobre o projeto é fundamenta. “As medidas foram estabelecidas pela população brasileira, é uma agenda dos próprios cidadãos”, contou Aliel.
O relator do projeto, Onyx Lorenzoni (DEM-RS) garantiu que não foi sua a decisão de retirar o projeto – que permitia que juízes e procuradores respondessem por crime de responsabilidade em situações como abuso de poder ou falta de decoro – e afirmou que não há qualquer proposta sendo discutida para que o tema volte a fazer parte do parecer.
“Como a proposta estava muito aberta e poderia dar curso a manobras de parte do Congresso, de calar e confrontar magistrados e procuradores, aceitamos a argumentação e retiramos". Segundo o relator, neste momento não existe texto negociado. "Até este momento, a relatoria não tem texto que permita trabalhar com ele. Hoje são as 17 medidas”, disse o relator.





















