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Exportações de PG superam R$ 3 bi até outubro

Balança comercial de Ponta Grossa tem um crescimento de 1,7% em relação ao ano passado

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Fernando Rogala

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A balança comercial ponta-grossense mantém a alta no saldo em relação ao ano passado. No acumulado de janeiro a outubro deste ano, o município registrou um superavit (resultado das exportações, subtraindo as importações) de US$ 656 milhões (R$ 2,09 bilhões, se convertido no dólar cotado a R$ 3,19, no dia 31 de outubro), valor que é 1,7% superior aos US$ 644 milhões registrados no ano passado. As importações e exportações seguem a tendência nacional, de queda: no caso dos produtos comercializados a outras federações, houve uma leve retração, de 3,3%, enquanto que os adquiridos de outros países, por indústrias ponta-grossenses registrou uma baixa de 12% no acumulado do ano. Os números são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Conforme o levantamento mensal, somente em exportações o município acumula US$ 966 milhões (ou R$ 3,08 bilhões), enquanto que, em importações, US$ 310,1 milhões (R$ 990 milhões). Mais importante que o crescimento no superavit, é a composição dessa importação e exportação. Conforme explica Adriana Fabrini Diniz, professora do curso de Comércio Exterior da UEPG, cabe destacar que houve um acréscimo de 7,6% na exportação de bens de capital. “Isso é muito bom, porque são equipamentos que têm um processo de industrialização e grau de tecnologia maior. São produtos com alto valor agregado, que demandam de mão de obra mais especializada, em fábricas mais modernas”, ressalta.

A professora, que já foi coordenadora do projeto de análise da balança comercial, realizado em parceria com a Acipg, atribui esse crescimento à industrialização do município. Além da exportação, ela destaca, também, a importação de bens intermediários, provavelmente por essas mesmas industriais, que demandam de mais matéria prima. A compra desses bens intermediários representa quase 50% de toda importação (US$ 140 milhões; ou R$ 440 milhões), o que mostra uma demanda para investimentos na cidade. “Muitas empresas se instalaram na última década na cidade. Assim, sinaliza a empresários municipais, regionais e nacionais o potencial que a cidade tem para receber empresas de pequeno e médio porte para fornecer esse tipo de matéria prima para as grandes indústrias, formando um parque industrial”, ressalta, destacando que, com o dólar em alta, a competitividade regional favoreceria as indústrias.

Exportação de soja cai em outubro

Neste mês de outubro, se comparado com o mesmo mês em 2015, houve uma queda de 46% nas exportações. A maior retração foi do complexo soja (em grãos, tortas e bagaços, e óleos), que retraiu de US$ 57 milhões para US$ 15 milhões as exportações. Segundo Adriana, isso não deve ser reflexo da crise, já que isso impacta mais os produtos industrializados. Como as exportações nos meses anteriores foram maiores, há indícios da antecipação da comercialização desses produtos nesta safra. Fora esse setor, as maiores altas nas vendas para outros países foram de embalagens Tetra Pak, açúcares, cervejas e painéis de madeira ‘OSB’.

PG amplia acordos comerciais com outros países

Com a industrialização, Ponta Grossa fechou outros acordos comerciais, enviando produtos a países que não tinham acordos em anos anteriores, como a Eslovênia e os Emirados Árabes Unidos. Para Adriana, é outro indício muito bom para a região. “Ponta Grossa não fica na dependência de poucos países; o município desvirtua do padrão nacional. Apesar de ter muito silo, muita fazenda, muita soja, também temos muitas indústrias, e bastante diversificadas, de diversas áreas, o que ajuda muito, não dependendo apenas das exportações das commodities”, assegura.

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