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Câmara discute mudanças no ensino integral em PG

Projeto que prevê flexibilização do ensino integral no município entrará em discussão na quarta-feira (16). Medida é de autoria do vereador Julio Küller (PMB)

Vereador acredita que pais devam ter o direito de escolher se deixarão os filhos durante todo o dia na escola ou apenas em um período
Vereador acredita que pais devam ter o direito de escolher se deixarão os filhos durante todo o dia na escola ou apenas em um período -

Afonso Verner

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Projeto que prevê flexibilização do ensino integral no município entrará em discussão na quarta-feira (16). Medida é de autoria do vereador Julio Küller (PMB)

Possíveis mudanças no sistema de ensino integral em Ponta Grossa serão votadas nessa quarta-feira (16) no Legislativo Municipal. Após um pedido formal do vereador Julio Küller (PMB), autor da iniciativa, o projeto de lei (PL) 146/2016 deverá compor a ordem do dia na próxima sessão ordinária. A proposta quer oferecer aos pais a opção de escolher se o (a) filho (a) estudará em período integral ou não. A medida, antes mesmo da tramitação na Casa de Leis, já causou polêmica.

O autor do projeto sustenta que a família deve ter o direito de optar em deixar o filho em período integral na escola ou apenas durante uma parte do dia. “Muitas famílias querem participar ativamente da formação do filho e com a criança durante todo o dia na escola, essa participação fica limitada”, explica Küller. O vereador acredita que a mudança seria positiva para o sistema municipal de ensino.

Küller garante que o projeto quer atender os anseios de parte da população. “Alguns pais e famílias carecem da presença dos filhos pelo menos durante um período em casa”, considera o vereador. O PL de Küller prevê que o município ofereça a opção de ensino integral ou não para alunos, além de garantir a matrícula no ensino municipal para as famílias que optarem a deixar as crianças apenas em um período na escola.

Atualmente o município conta com 65 escolas e 57 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIS) com ensino integral. Segundo dados da Secretaria de Educação, em 2013 eram 395 alunos em escolas com essa modalidade de ensino e atualmente são cerca de 8850. Já nos CMEIS o número de vagas oferecidas para o ensino integral saltou de 4,2 mil para 10 mil. O avanço no ensino integral foi uma das principais bandeiras da reeleição do prefeito Marcelo Rangel (PPS) em 2016.

Na justificativa do projeto , Küller sustenta que o ensino em tempo integral diminuiria, ainda mais, a participação efetiva dos pais na formação dos filhos. “A escola em tempo integral vai diminuir mais a participação efetiva dos pais na criação e na educação de seus filhos, com isso os pais estarão ficando em segundo plano na criação dos próprios filhos, algo que não podemos considerar positivo”, afirmou Julio.

Através da assessoria de imprensa, a Secretaria Municipal de Educação esclareceu que a organização do sistema de ensino é regida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, “não cabendo brechas aos Legislativos Municipais”. Ainda de acordo com a nota, a Secretaria esclarece ainda que o currículo, calendário ou outras características do Ensino são de exclusividade do sistema de ensino, aplicados em nível municipal. 

Küller elenca possíveis danos ‘emocionais’

Ainda na justificativa do projeto, Julio Küller (PMB), considera que a permanência das crianças em tempo integral poderia ter “danos emocionais”. “Sem a efetiva atenção dada pelos pais, uma criança pode ter danos emocionais terríveis uma vez que não terá a referência do pai e da mãe porque se relaciona bem mais na escola”, afirmou o vereador. O parlamentar acredita que a medida ganhará o apoio de outros vereadores e deverá ser aprovada no Legislativo Municipal.

Mesmo sem mandato, JK afirma que irá cobrar propostas

Julio Küller (PMB) disputou o cargo de prefeito em 2016 e acabou em terceiro lugar na disputa. Mesmo sem mandato para a próxima legislatura, Küller (PMB) reafirmou que cobrará as propostas e compromissos apresentados por Marcelo Rangel (PPS) durante a campanha. “Vou continuar militando e buscando o que é melhor para a cidade, não é preciso ter mandato para buscar o melhor para Ponta Grossa”, argumenta Küller. 

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