Projeto que proíbe malabares opõe setor artístico e vereadores
Iniciativa prevê a proibição de malabares cortantes e inflamáveis nas vias públicas da cidade. Projeto divide opiniões

Iniciativa prevê a proibição de malabares cortantes e inflamáveis nas vias públicas da cidade. Projeto divide opiniões
O Legislativo Municipal volta a debater nessa segunda-feira (14) a proibição de malabares cortantes e inflamáveis nas vias públicas de Ponta Grossa. O projeto de lei (PL) 88/2016 é de autoria do vereador Jorge da Farmácia e, além de gerar polêmica dentro da Casa de Leis e com outros parlamentares, também provocou reações do setor artístico. Tida como “higienista” por parte do setor artístico, o projeto também é classificado como “necessário” por outro setor da sociedade.
O PL ganhou o aval dos vereadores em primeira discussão, mas gerou polêmica durante a segunda fase de discussões. Diante do impasse, o projeto foi retirado para vistas por dois dias úteis – a ideia é que os parlamentares discordantes pudessem apresentar emendas à iniciativa. “Meu projeto não proíbe malabares, mas sim a utilização de objetos cortantes e inflamáveis nas ruas da cidade”, contou Jorge da Farmácia, autor da medida.
No entanto, além de membros do setor artístico, outros vereadores mostraram preocupação com a medida. Taíco Nunes (PTN) foi um dos parlamentares que criticou o projeto durante a sessão da última segunda-feira (07). O parlamentar acredita que a medida causará ainda mais desemprego em um momento delicado para a economia. “Sou a favor do emprego e acredito que temos que incentivar a criação de postos de trabalho, inclusive no setor artístico”, afirma.
Taíco contou que foi procurado por um grupo de artistas estrangeiros que vive na cidade. Os argentinos, segundo o vereador, tiram do trabalho nos semáforos o meio de sobrevivência. “Esses artistas vivem em seis pessoas em uma “kitnet”, conquistam tudo que tem trabalhando nos sinais da cidade”, conta o vereador. O parlamentar acredita que projetos que possam atrapalhar a criação de emprego e renda devem ser “repensados” para não prejudicarem o município.
Projeto é tido como “higienista”
João Elter Borges Miranda, estudante do curso de história da UEPG, classificou a medida como “higienista”. Segundo o acadêmico, o PL apresenta (de maneira subjetiva) um preconceito contra os artistas de rua. “O projeto deveria ser mais amplo, não apresenta qualquer alternativa e tem como aparente motivo a manutenção da segurança, mas carrega um preconceito implícito”, conta João. O estudante explica que a medida é higienista no sentido de “retirar da rua” aquilo que, de alguma maneira, incomoda parte da população.





















